BOLETIM ATUAL - 130 - OUTUBRO/ NOVEMBRO / DEZEMBRO 2019

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BOLETIM AAFIB 129 - JULHO / AGOSTO / SETEMBRO 2019

Associação dos Antigos Funcionários Internacionais do Brasil                                                                      

(aafib.net)    Fundada em 1987       Afiliada à  FAFICS

Estamos fechando o ano de 2019. Para quem acredita em marcos formais, vai deixar saudades para muitos e dar alívio a tantos outros. Em relação ao nosso Fundo de Pensões não foi um ano de muitas movidas. A reunião anual da FAFICS foi minimalista e os conflitos de um passado recente em Nova York foram estancados. Em certo sentido foi um ano que não existiu, passou em branco. Mas o mundo continuou girando e os antagonismos políticos mostraram força e indefinnição para o futuro do planeta. Não tivemos aumento de nossas pensões em abril passado e vamos aguardar o resultado para o próximo ano, considerando que os números se somam até alcançar o limite formal estabelecido. Um novo CEO foi nomeado para a administração dos benefícios, uma vez que o CEO para investimentos já cumpre seu segundo ano. A normalidade no Fundo parece estar assegurada.

DIA INTERNACIONAL DO IDOSO: ENVELHECER COM QUALIDADE DE VIDA É POSSÍVEL

Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Internacional do Idoso (1º de outubro) é uma oportunidade para que as pessoas lembrem que a idade chega para todos, e que, com ela, novas dificuldades surgirão. Não basta simplesmente sobreviver, mas envelhecer com qualidade de vida. O médico geriatra e diretor científico da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) Renato Bandeira de Mello, afirma que qualidade de vida é algo subjetivo, depende da percepção do indivíduo sobre o que é ser feliz. Mas, em termos gerais, acrescenta o geriatra, qualidade de vida na velhice está associada a vida ativa: a busca por hábitos saudáveis como atividade física, alimentação saudável e manter a mente estimulada com novas atividades. Outro fator associado à qualidade de vida na terceira idade são as relações sociais. “Isso significa contato com a família, amigos e colegas de trabalhos”, resume. No Brasil o papel da família para a qualidade de vida do idoso, além de relevante, está previsto em leis. De acordo com o Estatuto do Idoso, os familiares têm obrigação com os idosos, eles devem se envolver nos cuidados e na proteção do idoso, respeitando os seus limites e a autonomia a fim de não o cercear de suas liberdades e desejos. O ambiente familiar registra a maioria das violações de direitos da pessoa idosa. Entre os fatores que resultam em enfermidades, quedas, demência e internamentos prolongados estão a violência doméstica, os maus tratos e o abandono. Dados apresentados pelo Ministério da Saúde apontam que atualmente, os idosos representam 14,3% dos brasileiros, o que corresponde a 29,3 milhões de pessoas. Tendo por base dados obtidos por meio da Pesquisa Nacional de Saúde, o MS informa que 24,6% dos idosos têm diabetes, 56,7% têm hipertensão, 18,3% são obesos e 66,8% têm excesso de peso. As doenças do aparelho circulatório são a principal causa de internação entre idosos. Em 2018, foram 641 mil internações registradas no Sistema Único de Saúde (SUS) de pacientes acima de 60 anos.

Conselho de Administração do Fundo de Pensões (Atualizando com o Fundo)

66ª SESSÃO DO CONSELHO DE PENSÕES DA ONU CONCLUI: NONO CEO/PBA, ORÇAMENTO E PROPOSTAS DE GOVERNANÇA  APROVADOS 

 

Nairobi, 26 de julho de 2019 – Confirmando a excelente saúde financeira do Fundo Conjunto de Pensões (UNJSPF), o Conselho de Pensões elegeu um novo Diretor Executivo (CEO)/Administrador de Benefícios Previdenciários (PBA), recomendou opções para a melhoria da governança do Fundo, e aprovou o seu orçamento anual. Estas são, em suma, as decisões tomadas na 66ª sessão do Conselho de Pensões, realizada em Nairobi (Quénia). Boa saúde financeira, contas justas e operações suaves "O Fundo está seguro hoje e por um longo tempo por vir. Suas estruturas e características fundamentais têm servido bem para os 70 anos de sua existência", disse o embaixador Philip Richard Owade do Quênia, presidente do Conselho de Pensões.

 

"A estabilidade financeira de longo prazo do Fundo foi reconfirmada", declarou Janice Dunn Lee, CEO interina da UNJSPF, referindo-se ao relatório do Comitê de Monitoramento de Ativos e Responsabilidade (ALM) aprovado pelo Conselho de Pensões. "Novos casos de pensão são processados a tempo e, corretamente, não há acúmulo de casos de direito", acrescentou. O conselho aprovou ainda as demonstrações financeiras auditadas em 2018, após revisão do relatório do conselho de auditores da ONU (BoA). "O Conselho emitiu um parecer não qualificado (limpo) sobre as demonstrações financeiras do Fundo e confirmou as melhorias do Fundo no processamento de benefícios previdenciários", disse Dunn Lee.

DESEMPENHO DE LONGO PRAZO, COMUNICAÇÃO PROATIVA, GESTÃO DE MUDANÇAS E INVESTIMENTO SUSTENTÁVEL

Desempenho de longo prazo, comunicação proativa, gestão de mudanças e investimento sustentável Em sua declaração ao Conselho, Sudhir Rajkumar, representante do secretário-geral para o investimento dos ativos do UNJSPF (RSG), afirmou que "2018 acabou por ser um ano desafiador nos mercados financeiros globais." O valor patrimonial do Fundo tinha diminuído em $3.4 bilhões fechando em $60.8 bilhões no final de 2018, mas tinha recuperado para $67.4 bilhões em 30 de junho de 2019. Informações adicionais estão disponíveis no site do Escritório de Gestão de Investimentos (OIM). Rajkumar salientou a importância de se concentrar em retornos de investimento a longo prazo. A longo prazo, o Fundo continua a exceder o seu objetivo de investimento de um retorno de 3,5% real (líquido de inflação) por uma margem saudável. O RSG acrescentou que "as alterações semanais ou mensais dos valores dos ativos eram inconsequentes para a saúde financeira a longo prazo do Fundo. Reagir a movimentos de mercado a curto prazo poderia, de fato, ser prejudicial para os melhores interesses das partes interessadas."

 

O RSG reiterou seu compromisso com a comunicação proativa com todas as partes interessadas, que ele havia praticado nos últimos 18 meses desde que assumiu o papel de RSG. Rajkumar afirmou ainda que a OIM definiu sua missão no ano passado como contribuindo para a missão global da ONU, garantindo a saúde financeira de longo prazo do UNJSPF. Colocar o Fundo em uma base segura, estável e robusta para os próximos 50 anos permitiria que a família da ONU continuasse a atrair os melhores e mais brilhantes profissionais de todo o mundo para servir com eles, em uma época definida por restrições de recursos. Para esse fim, a OIM se envolveu na adoção de melhores práticas globais, o que exigiu uma certa mudança. O RSG comprometeu-se a um processo de gestão de mudanças que adotou os temas de comunicação, inclusão, empatia e apoio à adaptação. O RSG destacou que "o Escritório de Gestão de Investimentos iniciou o processo de integração de fatores ambientais, sociais e de governança em seu processo de tomada de decisão de investimento", e anunciou o lançamento do Relatório de 2018 sobre Investimento Sustentável.

 

Por que é Importante o Fundo de Investimentos?

 

Como indicado no relatório do Comitê dos Atuários, aprovado pelo Conselho, "a taxa real de retorno ganho pelo Fundo continua a ser o fator mais significativo na manutenção da solvência a longo prazo". Como o Fundo está amadurecendo com um número crescente de aposentados em comparação com membros ativos do pessoal / participantes, os pagamentos de pensão estão excedendo as contribuições dos participantes ativos. Isto é normal para o vencimento dos Fundos de Pensões, e os rendimentos de investimento dos ativos do Fundo destinam-se a garantir que todos os pagamentos de pensões possam ser feitos. No entanto, aumenta a importância dos investimentos do Fundo e o papel do Escritório de Gestão de Investimentos (OIM) na entrega desse rendimento de investimento. O Fundo está totalmente financiado, e espera-se que seus ativos continuem crescendo pelo menos nos próximos 30 anos. Os participantes e beneficiários devem sentir-se seguros e protegidos ao considerar a situação financeira da UNJSPF.

Seleção de um novo CEO/administrador de benefícios de pensão

 

Após um processo de recrutamento competitivo conduzido pelo Comitê de Planejamento Sucessório do Conselho, os candidatos foram entrevistados em sessão fechada, e o Conselho aprovou a seleção de um novo CEO/PBA. Uma recomendação será agora apresentada ao Secretário-Geral das Nações Unidas para a contratação.

FAFICS (Atualizando com a nossa Federação)​

 

 

 

RELATÓRIO SOBRE O ASHI

 

O relatório foi apresentado por Georges Kutukdjian, Presidente do Comitê Permanente, e Katia Chestopalov, vice-presidente reafirmando as decisões de Conselhos anteriores da FAFICS resumidos em suas sessões 45ª., 46ª. e 47ª. : • reafirmação do princípio de que o cuidado médico para aposentados e pensionistas (ASHI) é um componente essencial dos termos de emprego e uma questão social, não uma questão financeira; • Proteção dos direitos adquiridos dos aposentados; • Proteção dos direitos adquiridos dos aposentados; • Rejeição de "um tratamento global do problema", já que o ASHI não é um sistema único; • Rejeição da incorporação obrigatória de planos nacionais de seguro de saúde como planos primários de saúde; • E a qualquer consideração de deixar a viabilidade da utilização dos planos nacionais de saúde a critério das organizações, tendo em conta, inter alia, os aspectos jurídicos e o eventual impacto negativo sobre os aposentados; • A continuação do atual sistema pay as you go como uma opção viável para os Estados-Membros: a insistência no financiamento total (chamado pague o que você acumula) poderia estimular tomar a rota do seguro de saúde nacional por razões da contenção de Custos. O Conselho solicitou ao Comité Permanente da ASHI que recolha informações sobre o tema do plano de seguro de saúde (MIP) para decidir, na sua próxima sessão, o curso de ação adequado. Como o levantamento realizado sobre a eventual utilização dos sistemas nacionais de saúde da ONU para aposentados e pensionistas não recebeu respostas suficientes dos Estados-Membros aos questionários enviados sobre a possibilidade de aplicação dos regimes nacionais de seguro a aposentados da ONU e seus beneficiários, o grupo de trabalho da ONU (GT) realizou um estudo de custobenefício em 9 países selecionados, totalizando mais de 53,2% dos 73.322 beneficiários do Fundo de Pensões das Nações Unidas (Estados Unidos, 15,6%; França, 10,4%; Suíça, 7,1%; Itália, 5,2%; Áustria, 4, 7%; Reino Unido, 3,2%; Canadá, 2,8%; Índia, 2,3%; Tailândia, 1,9%). Os achados do estudo, incluídos no relatório do secretário-geral, indicaram que seria mais dispendioso que as organizações do Sistema das Nações Unidas para aposentados e seus beneficiários fossem cobertas por planos de seguro nacionais saúde nestes 9 países. Em março de 2019, o Quinto Comitê da Assembleia das Nações Unidas revisou o relatório do grupo de trabalho sobre seguro de saúde após o serviço (ASHI) e o Presidente da FAFICS foi admitido para falar perante o Comitê. Marco Breschi recordou lá que o seguro de saúde After-Service cobre atualmente aproximadamente 67.000 aposentados e seus dependentes qualificados. Ele afirmou que os aposentados segurados, como principais contribuintes financeiros para ASHI, têm um interesse legítimo e material em participar ativamente em todas as discussões e revisões de acordos ASHI. As decisões tomadas pela Assembleia Geral das Nações Unidas no que diz respeito ao ASHI estão resumidas a seguir: "O secretário-geral é solicitado a explorar mais opções para melhorar a eficiência e a contenção de custos, incluindo as responsabilidades associadas ao pessoal atual e futuro, com vista a reduzir as despesas das Nações Unidas em planos de seguro de saúde pós-serviço e reportá-las na próxima sessão; o secretário-geral é solicitado a apresentar à assembleia geral, na sua 75ª. sessão, propostas abrangentes a implementar após 1º. de janeiro de 2022, incorporando os seguintes elementos: a) mais pormenores sobre a proposta de alteração do modelo de financiamento para futuros recrutados, incluindo projeções orçamentais de médio e longo prazos para os orçamentos regulares e o pessoal incorporado nas operações de manutenção da paz; (b) um mecanismo que associa os prêmios de seguro de saúde pós serviço (ASHI) pagos pela Agência e o período de serviço do pessoal no Sistema, e informações sobre como tal mecanismo de acumulação de direitos seria aplicado aos membros do pessoal. O sistema de financiamento atual (pay-as-you-go) para o sistema de seguro de saúde após o serviço (ASHI) é mantido. Um mecanismo de acumulação de direitos poderia ser aplicado ao pessoal recrutado após 1 de janeiro de 2022. Este último pode exigir o pagamento de prêmios mais elevados (honorários anuais) pelos beneficiários (aposentados e pensionistas). Espera-se que outras propostas sejam também submetidas.

REUNIÃO DO NÚCLEO DE BRASÍLIA

Realizada em 18 de setembro, como de costume na Casa da ONU, Sala Carlos Costa, no Setor de Embaixadas Norte, Quadra 802, Conjunto C, Lote 17, Térreo, Sala 139 Brasília \DF A reunião foi presidida por Giovanni Quaglia, Presidente da AAFIB e coordenada por Cintia Freitas, Diretora do Núcleo de Brasilia. Contribuiu para os registros e preparação da Ata a colega Maria Angelica Gomes.

 

Ponto 1: Apresentação sobre "Refugiados no Brasil e no Mundo - Tendências e Perspectivas". O palestrante convidado, Luiz Fernando Godinho, é o porta-voz da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no Brasil. Luiz Fernando começou sua apresentação definindo a Missão ACNUR – proteger pessoas refugiadas, deslocadas internos e apátridas. Explica que ela nasce depois da segunda guerra mundial, seu trabalho tem como base a Convenção de 1951 da ONU sobre refugiados, o Protocolo de 1967 reformou a Convenção anterior e expandiu o mandato do ACNUR, hoje está presente em 160 países. Ao final de 2018, em nível mundial os números mostram 70,8 milhões de pessoas deslocadas (displaced) como resultado de perseguições, conflito, violência ou violação de direitos humanos. A crise humanitária é uma questão política. Estes números evidenciam a incapacidade da comunidade internacional de tratar os conflitos. Apresentou a situação no Brasil: Refugiados no Brasil: 11.231 refugiados reconhecidos (51% Sírios) e 180 mil em análise. Refúgio e Residência Temporária no Brasil em Abril de 2019: Solicitantes = 99.858 mil, Residentes temporários = 68.499 mil, atendidos com predocumentação por ACNUR e parceiros, mais de 93.000 mil. Total =168.357 Organização da Operação Acolhida – Ordenamento, Acolhimento e Realocação. Expôs sobre o trabalho com o governo e os principais parceiros privados. Interiorização: ACNUR apoia abrigos em 17 municípios, em junho passado, 12.048 pessoas venezuelanas partiram em voos para distintas cidades. A excelente apresentação foi seguida de um debate e posterior agradecimento da AAFIB ao expositor Luiz Fernando Godinho, representando a ACNUR, pela qualidade da exposição. A apresentação completa foi distribuída aos presentes e pode ser obtida por solicitação à AAFIB\DF.

 

Ponto 2: Outros temas: 1)Conselho Fiscal da AAFIB: Giovanni Quaglia informou que a colega Celina Arraes representou o Núcleo de Brasília compondo o Conselho Fiscal da AAFIB e participando da Assembleia Geral Ordinária realizada em 16 de Agosto de 2019 no UNIC, Rio de Janeiro 2)Contribuição Anual 2019 à AAFIB: Ainda há algumas pendências de pagamento das contribuições anuais e as pessoas com pagamento devedor estão sendo contatadas.

 

Ponto 3: Claudio S. de Menezes (UNESCO), informou sobre a realização do IV Simpósio sobre Multilinguismo no Ciberespaço e II Conferência da Cátedra UNESCO “Politicas Linguísticas para o Multilinguismo”, a realizar-se de 6 a 8 de novembro na UNB. Convidou os membros da AAFIB para participar do simpósio, como também dirigiu convite à AAFIB, se considerar oportuno, organizar uma mesa temática no evento. Maiores informações na webpage www.ivsimc2019.wordpress.com. Ponto 3: Tema relativo à saúde: A proposta de Convênio com o Centro de Atividade Física – REATIVA e com Total Seguradora - ainda estão em fase de estudo pelo PNUD.

 

Ponto 4: Planejamento do nosso encontro de final de ano: Foi decidido que o encontro anual de final de ano dos afiliados da AAFIB de Brasília se realizará, no dia 22/11/19, sexta-feira às 20hs, na residência da nossa colega Maria Angélica Gomes (OPAS/OMS) no Jardim Botânico do Lago Sul. As pessoas serão conectadas diretamente por e-mail pela anfitriã a respeito dos detalhes logísticos.

 

Ponto 5: Almoço de Confraternização após a reunião: Uma parte dos presentes, após a reunião, se encontrou para um almoço de confraternização no restaurante do Iate Clube. Participantes (Total 18): Giovanni Quaglia (UNODC), Cintia Freitas (UNODC), Mauro Donato (UNICEF), Lilia Maria Chuff Souto (PNUD), Cristina Montenegro (PNUMA), Rosan Maciel (UNODC), Alfredo H. Costa Filho (ILPES), Ma Helena Diogo (PNUD), Antonio Giles (FAO), Eliana Ferreira (FAO) Jeanne Sawaya (UNESCO), Maria Angelica Gomes (OPAS), Miguel Genovese (OPAS), Eunir Genovese (OPAS), Milton T.de Melo (FAO), Celso Schenkel (UNESCO), Francisco Claudio S. de Menezes (UNESCO), Julio Soarez (OPAS).

 

Nota: O palestrante convidado, Luiz Fernando Godinho, é o porta-voz da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no Brasil. Jornalista formado pela PUC de Minas Gerais, com pós graduação em Globalização e Desenvolvimento pela Universidade de Westminster, em Londres (UK). Como jornalista, trabalhou em diversos veículos de imprensa brasileiros - entre eles as revistas Veja e Isto É e os jornais Hoje em Dia, O Globo e Folha de São Paulo. Ingressou no Sistema ONU em 2002, como assessor de comunicação do UNODC (Escritório da ONU para Drogas e Crime). Trabalha no ACNUR desde 2006 e já atuou em operações humanitárias no Brasil, Colômbia, Equador, Etiópia e Moçambique. É membro da Equipe de Emergência do ACNUR.

 

A quarta e última reunião do ano será realizada no dia 27 de novembro pela manhã no mesmo local.

VIAJAR É PRECISO?

Por João C. Alexim

Turismo é uma atividade à medida para aposentados. Mas meus amigos sabem que não gosto de viajar e fazer turismo. Como diretor da OIT, eu tive de estudar o fenômeno (naquela época), porque já era grande gerador de empregos de mais fácil acesso, um tema marcante daquela Organização. Olhávamos com interesse e desejávamos seu crescimento ordenado, porque também identificávamos o lado predador do turismo, rompendo tradições e violentando tabus comunitários. Na atualidade, é impossível ignorar a força do turismo. Sem dúvidas, o mundo globalizou. Os promotores da globalização, conduzidos pela revolução tecnológica e das comunicações, não tinham de início esse cenário enlouquecido onde tudo o que é sólido desmancha no ar. Para o bem ou para o mal, a globalização invadiu cada espaço de nossas vidas. Foi um enorme benefício para a expansão do capitalismo, mas também para abrir oportunidades de vida para as novas gerações.

Acabo de fazer uma viagem por alguns países da Europa, uma longa viagem para os padrões e custos com o câmbio atual no Brasil. Não tem como não extrair observações pessoais de várias ordens que passo a narrar sem compromisso com qualquer critério lógico, mas ao acaso e só com as lembranças. Se servir de referência para os colegas e amigos, muito bem, fico gratificado. Ou pode ser apenas uma chance de estimular a lembrança para os que já viveram e conhecem de sobra. Minha viagem familiar era necessária e inevitável, porque esposa e filho haviam assumido a dupla cidadania, no caso com a Itália. O desejo de estar nesse país por um bom tempo ficou imperativo. A programação teve de privilegiá-lo, mas era a oportunidade para visitar alguns outros de nossa saudosa memória e, finalmente, sempre haveria Paris.

O programa acabou se tornando realmente longo e seria necessariamente muito pesado e cansativo. 40 dias suspensos em hotéis, aviões e trens, com diferentes climas e muitas malas (em consequência disso) representavam também um desafio. Não preciso reafirmar que o câmbio atual do dólar e do Euro exige aquele expediente de não fazer contas (quem converte não se diverte). Decididos os países ou cidades (Roma, Florença, Veneza, Lisboa, Porto e Paris), partimos para montar o projeto. No ano passado, encarregamos uma agência, com auxílio de um amigo, e, afinal, tivemos de cancelar tudo por razões de saúde. Fiquei constrangido de repetir o pedido e decidi fazer por conta própria. Afinal, tenho um amigo que viaja muito e faz suas viagens usando pesquisa com instrumentos da internet. Não foi uma boa decisão.

Depois de ouvir comentários sobre as companhias aéreas tradicionais, decidi pela KLM que, segundo amigos, era a que oferecia maior conforto, depois da Emirates e da Lufthansa, bem mais caras. E logo me dei conta que, apesar de ter muitas milhas acumuladas, Smiles, Multiplus, Livelo, American Airlines, justamente essa variedade não me permitia alcançar níveis suficientes em nenhuma e todas as dificuldades eram colocadas para articulação entre elas. Tirar uma passagem exige expertise e o uso associado de milhas nem sempre é vantajoso. Alguns desses programas não têm acesso às melhores ofertas das companhias aéreas. Para a hotelaria, optei por Booking, que nos permite trocas sem custo até prazos convenientes para novas escolhas. E preferi hotéis, porque gosto de portarias 24 horas e de espaços de estar nas idas e vindas da rua. Depois, aprendi que muitos hotéis e apartamentos de aluguel não colocam o hóspede de Booking nas melhores ofertas, porque têm de pagar a essa agência uma taxa elevada. Mesmo sabendo que vão receber avaliação pela hospedagem. Dão preferência a quem reserva diretamente, coisa difícil de se fazer pela internet, que está tomada por essas agências. Vale quando você já tem uma relação anterior com o hotel ou uma indicação de amigos. Tínhamos as recomendações sobre equipagem, só maletas de bordo, pessoais.

Mas uma viagem longa e com informações sobre climas variados nos obrigou ao recurso de malas médias, o que nos elevou os custos e reduziu a mobilidade. Tivemos de usar táxis nas chegadas e saídas de aeroportos e estações ferroviárias. A escolha da KLM nos obrigou a incluir Amsterdam no programa e foi bom por um lado e muito ruim pelo outro. A viagem ficou bem mais longa, cansativa e somou uma cidade com muito frio e chuva. O esforço para estar em Amsterdam foi extenuante. O lado bom é que a cidade é um encanto, alegre, bonita de astral elevado. Ficamos por lá três dias para descansar da viagem aérea e pelo óbvio prazer que já sabíamos que a cidade proporciona. O Museu Van Gogh era obrigatório, mas confesso que não me impressionou. Tudo muito óbvio, até as lembrancinhas de todo museu. Bom mesmo foi o centro da cidade com seus canais e gente variada de toda parte. E o hotel deve ficar na área do centro da cidade e não na esplanada dos museus, onde ficamos.

Saímos do Brasil muito gripados. Estivemos até em dúvida sobre manter a viagem. Com o frio e chuva do primeiro dia em Amsterdam, tivemos de recorrer a um atendimento médico. O próprio hotel nos indicou uma clínica especializada para turistas. Foi rápido o atendimento, fizeram testes de sangue e determinaram medicamentos específicos para cada caso. Além das receitas, indicaram a farmácia onde devíamos adquirir os remédios. Não era uma caixa fechada, era o número certo de unidades conforme a receita, sem desperdícios. Custo da clínica, 60 Euros (mais ou menos 300 reais) para cada paciente por todo o serviço. E o medicamento, 15 Euros. A gripe cedeu em poucos dias, mas a melhora na tosse já no primeiro dia. Os remédios parecem ser mais efetivos do que os nossos aqui, nos quais creio que juntam matéria abstrata.

 

O problema dessas viagens de turismo é que você pode querer ficar mais uns dias no lugar, gostou, mas as dificuldades e limitações formais vão lhe impedir. Trocar data de passagem pode até ser viável, se pagou por uma passagem flexível, mas vai ter de ajustar o hotel e talvez as demais datas. E pode, como aconteceu, que seu próprio hotel não tenha data para você ficar mais um dia. Nos lugares programados, todos muito turísticos, as datas estavam sempre esgotadas, não havia opção para trocas, as cidades estavam cheias dia e noite. Acho que o terceiro mundo segue bancando seus antigos patrões, que continuam sendo objetos insuperáveis de desejo. Multidões de turistas circulando a toda hora, os aeroportos parecem mais rodoviárias, funcionam automaticamente, sem espaços para improvisações, estão cada vez mais imensos, até mesmo o do Galeão, no qual ao desembarcar tivemos de caminhar, inclusive com ajuda de esteiras rolantes, por quase um quilômetro, depois de uma viagem de onze horas. Na passagem pela segurança dos aeroportos, tínhamos de mostrar toda nossa carga e tirar até o cinto. Tudo bem, está assim em toda parte, mas os fiscais pressionam para se fazer tudo às pressas, reviram o conteúdo das maletas e misturam a ordem dos passageiros, ou seja, criam um grande tumulto. Não sei se intencional, mas foi ali que desapareceu um objeto valioso de nossa bagagem, o que só nos demos conta no hotel em Lisboa. Acho muito inadequada a conduta dessas passagens fiscais. Como você embarca, não tem como fazer queixa ou provar nada. E como é uma prática generalizada, precisa-se de muita atenção nessa hora.

 

Mas estávamos na Toscana e isso não tem preço. Desde os filmes românticos sobre descobertas do amor e vinhedos alquimistas, Toscana tem a mística da felicidade. Era então programar a exploração de Florença e do entorno. O ideal do que fizemos no passado transitava na nossa cabeça e era “alugar um carro e sair por aí”. Mas já nos pesavam os esforços de viagem e decidimos começar alugando uma excursão tradicional. Fomos a Monterosso, Siena e San Gimignano. Siena com catedrais lendárias e a praça medieval de piso helicoidal único. Uma experiência mágica. E San Gimignano uma entrada pelo medieval adentro. Incríveis emoções. Mas tudo com muita subida e o desgaste físico enorme, porque os ônibus de excursão não eram confortáveis e nos deixavam distantes dos eventos. Caminhadas longas e muita subida foi demais. Abandonamos a ideia de excursão tradicional. Teria de ser de trem por conta própria ou aluguel de carro. Mas não fizemos nada disso, estávamos cansados e preferimos ficar pela cidade de Florença.

 

A própria Florença já era infinita. Caminhar pelo centro histórico e admirar as edificações, os monumentos e esculturas já era um presente para a vista, era penetrar na história. Isso fizemos religiosamente por muitos dias, muitas vezes sentando num dos cercadinhos que predominam em quase todo o espaço do centro. Aliás, nessas cidades europeias históricas e turísticas, os restaurantes tomaram as ruas, não estão dentro de prédios. São pequenos “currais” no canto ou no centro das ruas. Em alguns casos, isso possibilitava se alimentar admirando a beleza do cenário, mas, mesmo em vielas sem vista direta das atrações, a regra era ocupar as ruas.

 

As duas grandes atrações, como se sabe, são o Majestoso Duomo - a gigantesca catedral, e a estátua do David, de Michelangelo. Para as duas atrações, mesmo com passe especial, as filas são imensas e o tempo de espera impraticável para os mais idosos. O David, que ficava à vista na frente da catedral, agora está protegido dentro da Galeria De La Accademia e, com isso, cobra ingresso, mas se tornou também menos acessível.

 

A monetização do turismo é notória e tudo tem algum custo, mesmo pequeno. Na soma, faz diferença. De Florença fomos de trem rápido por dois dias à Veneza, uma volta depois de muitos anos e a mesma emoção inenarrável, nada igual existe. Veneza, como sempre, fervilhava de turistas. A Piazza San Marco, grandiosa, mas sem atrações além da catedral e a torre destoante. Com toda a gente, ainda sobrava muito espaço vazio. Impossível não se sentir que se está num realismo fantástico.

 

Próxima parada Lisboa, num voo regional. Em Lisboa, nos hospedamos na Garret, uma pequena rua no coração da cidade, em pleno Chiado, onde havia movimento dia e noite, artistas de rua e manifestações políticas. E onde se cultua a estátua de Fernando Pessoa sentado e contemplativo. As pessoas dialogam com ele e tiram fotos. Pessoa parece ter vida.

 

As buscas de ofertas imobiliárias nos levou com muita frequência a tomar o comboio na direção de Cascais, ou seja, idas e vindas a Oeiras, Belém, Estoril... Há, desde alguns anos, uma corrida imobiliária intensa na linha dessas comunidades. Os preços, naturalmente, aumentaram muito e as melhores ofertas foram já aproveitadas. E, para nós, tem ainda o obstáculo do câmbio desfavorável no momento. Mas a corrida da oportunidade de trabalho e investimento persiste ativamente. A belíssima arquitetura da cidade nos soa familiar, mas nos supera pela quantidade, que nos enche os olhos para toda parte que se olhe. Lisboa é uma linda cidade, apesar do sobe e desce, que exige boa forma física. Pelo número de igrejas, se ouve o sino tocar com muita frequência e não apenas às seis horas da Ave Maria. Portugal ainda vive uma fase de euforia econômica com grande crescimento do turismo e os serviços derivados. Até quando?

 

Finalmente Paris. Foram sete dias de puro prazer. O sítio dos estudantes foi até divertido e durou uns dias mais. Eles estavam protestando em defesa do planeta, mas em nenhum momento ou nenhum cartaz se falava da Amazônia. Como toda coisa de jovem, muita música, dança, criatividade. Nenhum sinal de violência. Mas nos obrigava a dar voltas para chegar a San Michel, uma referência antiga para nós em Paris. Paris é uma festa, já se disse. E é pura verdade. De noite, em San Germain e San Michel, tem fila para se conseguir sentar em uma mesa externa, porque todos querem estar na calçada dos restôs e o alimento é ver outras pessoas e jogar muita conversa fora. Se a gente for analisar friamente, não tem nada acontecendo, só muita gente reunida no mesmo lugar, dando uma impressão de festa. E a comida, mesmo os pratos mais simples, tem sempre um gostinho especial exclusivo do tempero local.

 

A volta ao Rio teve o sabor de quem ficou muito tempo afastado de sua rotina de simples prazeres, mas deu para sentir a diferença na qualidade de vida, quando se examina a segurança, o sabor das comidas, a conservação das ruas e o ruído (exceto as polícias, bombeiros e ambulâncias da Europa, que fazem um ruído espantoso).

 

Viajar é preciso? (Vale explorar o sentido dúbio de ser preciso que não sei se estava explícito na citação do poeta F. Pessoa).

Anexo: cenas avulsas da viagem: Navegando no Rio Sena; arco-iris em Paris; vistão da Ribeira no Porto; uma ruela em Florença com o Duomo ao fundo; passeio noturno pelas margens do Sena; arte nos jardins de Amsterdam.

GRUPO DA AAFIB NO SKYPE

Gerente da atividade: Sumaya Garcia

 

Objetivos do grupo no Skype, para divulgação e estímulo para outros membros participarem:

 

1) interação

 

2) aprendizado e uso de um novo meio de comunicação entre os membros

 

3) aquisição de novos conhecimentos

 

4) troca de experiências

 

5) abordagem de temas de interesse comum

 

6) exercícios que contribuem com a saúde

 

7) criação de atividades em grupo

 

O Grupo da AAFIB no Skype está super ativo. Desde suporte para os assuntos do MSS e seguros de saúde das agências, exercícios para memória, temas abordados pelos membros e até "Clube do Livro" estão animando as sessões digitais. Estimulamos a sua participação às segundas de 15 em 15 dias, das 19 às 21h! O próximo encontro será no dia 04 de novembro. Se quiser participar, envie uma mensagem para aafib@outlook.com.

 

A interação está sendo tão grande que os membros sugeriram manter o contato no intervalo das duas semanas entre um encontro e outro. Sendo assim, foi criado um grupo no outlook para ser mantida a "comunicação via e-mail". Uma das vantagens é responder a todas as mensagens "sem obrigação", quando e se quiser.

 

Atividades:

 

1) "Quebra-gelo" com apresentação de cada um, promovendo assim mais interação entre os membros.

 

2) Perguntas enviadas e respondidas: - "Em caso de morte, o que deverão fazer minhas filhas a respeito do UNSPF e da cooperativa UNFCU. Quais as instruções que devo deixar?" - foi dado direcionamento para as ações preventivas que devem ser tomadas para deixar a família preparada para qualquer eventualidade. - "Alguém tem alguma experiência em receber o pagamento através de bancos não tradicionais? É bom, mais barato, menos burocracia?" – falou-se sobre as opções de câmbio e sugestões, quando cada um contou sua experiência e deu conselhos.

 

3) Anúncio da produção do "Se eu for antes de vocês", material que vai detalhar as informações que devem ser deixadas para a família.

 

4) Esclarecimento de dúvidas na plataforma do MSS do UNJSPF, utilizando o compartilhamento de tela.

 

5) Exercícios para memória - Até agora, "fizemos alguns exercícios" e já demos alguns resultados. Para que todos tenham uma última chance, seguem os jogos, que terão seus resultados divulgados no próximo encontro, segunda, 04/11.

 

Exercício 1 (Ache o camelo) - procure e a ponte o camelo na imagem enviada abaixo.

Exercício 2 (oito números) - inserir números de 1 até 8, contanto que os números consecutivos (Exemplo: 1 e 2; 4 e 5, etc...) não fiquem ligados de forma alguma (não pode ficar um embaixo do outro, nem um ao lado do outro e nem ligados diagonalmente).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Exercício 3 (dar sentido à frase) - Levar uma pedra da Ásia à Europa uma andorinha só não faz verão. Insira uma vírgula apenas, para dar sentido à frase.

Exercício 4 (truque numérico) - Somando sempre somente 2 números, você encontrará 53 vezes o resultado igual a 100. Qual a fórmula?

 

 

 

6) Estímulo à:

- Sugestão de temas para os próximos encontros.

- Escolha de temas variados, até sobre outros assuntos fora do Sistema da ONU, mas que tenham interesse comum e não criem polêmicas.

- Participação dos membros como preletores / intermediadores.

 

7) Iniciamos os temas levados por cada membro. O primeiro foi "Inspirando energia. Expirando estresse", ministrado por Maria Helena Mueller. Foi muito bem recebido.

 

8) Nova prática - "Clube do Livro da AAFIB" - Vamos ler o livro escolhido "Nujeen - A incrível jornada de uma garota que fugiu da guerra na Síria em uma cadeira de rodas" (capa, em anexo) e debater daqui a um mês.

 

Obs.: Em breve, estaremos enviando uma pesquisa, para montar uma enquete e estratégias para estimular que mais membros participem do Grupo.

TODO MUNDO PRECISA DE PARCEIROS! A AAFIB TAMBÉM!

 

Por Jacques Schwarzstein

Associações de Ex-Funcionários do Sistema das Nações Unidas, como a AAFIB, por exemplo, podem atuar em diferentes frentes. Algumas são centrais e incontornáveis, como, por exemplo, aquelas relacionadas ao Fundo de Pensões da ONU (UNJSPF) e à candente assistência de saúde a ser garantida aos funcionários aposentados. No enfrentamento dessas questões é fundamental mobilizar e atrair parceiros.

 

UNJSPF, é uma sigla que abriga a ideia de algo compartilhado por todos. “Joint” quer dizer “comum” e com a inclusão desta palavrinha na designação de nosso Fundo de Pensões, os criadores do fundo deixaram clara sua intenção de construir um mecanismo de assistência comum a todos os funcionários do Sistema. Entendiam, já naquela época (o Fundo foi criado em 1949) que não seria bom deixar espaço para que cada uma das agências, ou grupos delas, criassem fundos diferenciados. Unidos seremos fortes, pensaram e foi essa a visão que prevaleceu na gênese do UNJSPF.

 

O mesmo não acontece, contudo, com os planos e seguros de saúde compulsórios escolhidos para garantir a necessária atenção às diferentes categorias de funcionários das diferentes Agências. No caso desses planos e seguros, em lugar da ideia de algo comum a todos, o que prevaleceu, na prática, é que cada agência do Sistema escolhe o plano e o seguro que lhe parece ser o melhor ou o possível. Daí que, aqui no Brasil, por exemplo, temos agências que contrataram planos do Cigna, temos os planos da OMS, da OIT e outros. A lógica instalada inclui, não apenas diferentes empresas da área dos seguros de saúde, mas também os diferentes planos oferecidos por cada uma delas.

 

É em função desse cenário que os funcionários internacionais de uma agência coberta por uma das empresas podem ter direito a limites de reembolso bem superiores àqueles acessados pelos funcionários recrutados localmente, os chamados “nacionais”, que, algumas vezes, têm limites claramente insuficientes. É também em função disso que os funcionários de uma determinada agência podem usufruir de uma cobertura bem superior àquela que é oferecida aos funcionários de uma outra agência, cabendo dizer, de passagem, que esta estratificação vale tanto para os funcionários que estão na ativa, quanto para aqueles que estão aposentados.

No tocante a isso, portanto, não existe diferença entre os membros da AAFIB e os profissionais contratados e atuantes no Sistema. Assim sendo, o que resulta dessa perspectiva compartilhada, é a constatação da importância da união entre esses dois grupos que quase não se falam e parecem acreditar que pouco ou nada têm em comum: falamos da categoria dos “aposentados” e da categoria dos “ativos”. Apesar de afastados um do outro, ambos têm problemas e interesses comuns, tanto no presente como no futuro. Sim, porque os problemas que os aposentados têm hoje serão também, muito provavelmente, os problemas dos aposentados de amanhã. Da mesma forma, as soluções eventualmente encontradas hoje para esses problemas, irão beneficiar não apenas os aposentados de hoje, mas também aqueles que irão se aposentar no futuro.

Foi, assim, apoiada nesse tipo de reflexão, que a AAFIB vem refletindo, nos últimos tempos, sobre a necessidade de intensificar seu diálogo com os funcionários da ativa e, em especial, com as Associações de Funcionários das diferentes agências. Falamos da APUB do UNICEF, para citar apenas um exemplo.

Para começar, o que se pretende fazer é trocar ideias com essas associações e com os funcionários da ativa, em geral, sobre a possibilidade de negociar, com as empresas da área de seguros de saúde contratadas pelas agências, a possibilidade de criação de planos complementares de saúde para as categorias que têm acesso a planos de cobertura mais baixa. A ideia é de pensar planos complementares a preços mais acessíveis que aqueles oferecidos no mercado ao grande público por essas empresas. Afinal, quem contratou essas empresas são as agências do Sistema, mas parte do custo desses contratos foi coberto pelos aposentados e ainda é coberto pelas deduções feitas aos salários de quem está na ativa.

Como aproximar a AAFIB das Associações de Funcionários, como intensificar o diálogo que temos com elas, como chegar mais perto dos funcionários da ativa? Essas são as perguntas que fazemos, agora publicamente, através desse texto ainda introdutório. Sabemos que o caminho que temos pela frente pode ser um pouco árduo, mas persistência é algo que se aprende com o passar do tempo e estamos convencidos da importância de dar continuidade ao trajeto já percorrido.

Desde já, estaremos aguardando com ansiedade pelos comentários de quem nos lê.

A PRIMAVERA DE UNS É O OUTONO DE OUTROS, MAS NADA IMPEDE O DIÁLOGO E A UNIÃO ENTRE ELES...

ANIVERSARIANTES    (nossos cumprimentos)

OUTUBRO

 

02/10 Miguel Genovese BSB

04/10 Leko Waranabe SP

06/10 Tânia Santos Dias BSB

10/10 Carlos Ferreira BSB

16/10 Dyla Duarte Lima RJ

19/10 Antonio Carlos Ferraz das Chagas RJ

22/10 Teresa Terra BSB

26/10 Henri Jouval RJ

28/10 George Martine BSB

29/10 Hilda Alicia Gomez (Cerdeira) SP

 

NOVEMBRO

 

03/11 Maria Ligaya Fujita DF

04/11 José Lourenço RJ

04/11 Cristina Montenegro BSB

09/11 Julio Manuel Suarez J BSB

12/11 Sandra Valle BSB

18/11 Ítalo Danilo Frasquelli RS

22/11 Carlos Borio CPFA RJ

27/11 Creusa Rodrigues RS

27/11 Marcos Ramos RJ

27/11 Lília Souto BSB

29/11 Ralph Hakkert BSB

 

DEZEMBRO

 

01/12 Udo Bock SP

02/12 Georgina do Nascimento Pinto RJ

02/12 Vera Severo BSB

08/12 Carlos Plum RJ

19/12 Ivo Gomes RJ

19/12 Arabela Rota RJ

22/12 Bernardo Brummer DF

25/12 Gilmario Mourão Teixeira CE

26/12 Ely de Souza DF

26/12 Jorge Nassif SP

29/12 Perla Vaccaro RJ

30/12 Janes Souza RJ

 

CIGNA

PASSO A PASSO para extrair essas listas de provedores:

 

1) Acesse https://www.cignahealthbenefits.com/en/plan-members

 

2) Entre com seu Personal Reference Number xxx / xxxxxx

 

3) Entre com sua Password para fazer o LOGIN

 

4) Escolha a 4a aba superior PROVIDER SEARCH

 

5) Indique o país e a cidade escolhida e terá a lista completa daquela cidade.

 

OBS.: Se preferir poderá refinar a busca por especialidade ou pelo nome do prestador.

 

Você verá que é bem simples e eficaz!

 

Contribuição de Cintia Freitas  - Núcleo AAFIB \ DF

EXPEDIENTE

Giovanni Quaglia / Presidente \ presidente.aafib@gmail.com; coeditor do Boletim

João Carlos Alexim / Vice-presidente \ jc.alexim@gmail.com; editor do Boletim

Jacques Schwarzstein, / Secretário / jacquesaafib@gmail.com;

Luiz Mauro Donato / Tesoureiro / lm.donato@hotmail.com;

Arabela Rota / Diretor Núcleo RJ / arabelarota@uol.com.br;

Cintia Freitas / Diretora do Núcleo de Brasília\cintiabvfreitas@gmail.com;

Udo Bock \ udobock@uol.com.br;): Diretor Núcleo São Paulo;

Sumaya Garcia / Gerente digital (aafib.net)

 

Sede da AAFIB: Av. Marechal Floriano 196 - Palácio Itamaraty: UNIC-Rio / Centro / Rio de Janeiro - RJ / CEP: 20080-002.