BOLETIM AAFIB 125 - JULHO / AGOSTO / SETEMBRO 2018

Associação dos Antigos Funcionários Internacionais do Brasil                                                                      

(aafib.net)    Fundada em 1987       Afiliada à  FAFICS

 

O ano correu rápido, como previsto, e já entramos no segundo semestre com expectativas nada confortáveis. As previsões de crescimento econômico são ruins e o panorama político para as eleições não oferece perspectivas alentadoras. Algumas pesquisas apontam que os votos improdutivos poderão ser maiores que os votos que serão dados à soma dos candidatos. Não há certeza sobre a eventual presença de Lula no pleito, mesmo a título de protesto, e nenhum dos pré-candidatos chega a empolgar o eleitorado. Ou seja, há uma imprevisibilidade quanto ao futuro próximo do país.

Para os que ganham a pensão em dólar vivemos bons tempos, embora as incertezas não permitam projetos em longo prazo. Mas não deixa de ser um alívio considerando a política tradicional no país de usar o câmbio como âncora para o combate à inflação. E vale lembrar que tivemos o aumento em abril passado.

Estamos também em plena Copa do Mundo da FIFA e tem sido um período farto de emoções, espetáculos de alta qualidade, com belíssimos lances e igualmente algumas falhas grotescas, que fazem parte do esporte. A eliminação do time do Brasil foi uma surpresa, mas já aprendemos que o futebol é apenas isso, um esporte profissionalizado.

Em particular estamos em tempos de Conselho da FAFICS, onde vamos estar presentes representados pelo presidente Giovanni Quaglia, e de conferir a chegada da Carta de Titularidade, que anualmente nos obriga a provar que persistimos neste planeta e portanto estamos aptos a continuar recebendo nossa pensão. Os que ainda não receberam a carta não precisam aumentar a ansiedade, não se esgotou o prazo para cumprimento do compromisso. Nesta edição trataremos em especial desse tema.

 

Assembleia Geral Anual da AAFIB

A Assembleia anual da AAFIB será realizada dia 3 de agosto, uma sexta-feira, em sua sede junto ao UNIC-Rio, no Palácio Itamarati. Como principal atração, além da prestação de contas e eleições, o presidente Giovanni Quaglia fará um relato de sua participação no Conselho da FAFICS em Roma. Esperamos contar com a presença da maioria de nossos associados no Rio de Janeiro, além de associados de outros estados.

Contribuições Anuais à AAFIB

As demandas à AAFIB têm aumentado e queremos estar preparados para dar respostas afirmativas a nossos associados. Igualmente, temos de ampliar nossa colaboração com a FAFICS para defender nossos interesses junto ao Fundo de Pensões e aos Planos de Saúde, o que nos vai requerer mais empenho e recursos.

Nossa união é fundamental para continuarmos usufruindo de benefícios ou de melhorias, já que o Fundo de Pensões tem enfrentando alguns desafios e restrições a seu desempenho. Entendemos também que a AAFIB tem um papel relevante e crescente no apoio a nossos colegas mais necessitados.

Não se esqueça de efetivar sua contribuição anual à AAFIB, ela é fundamental para seguirmos em frente e deve ser paga nos primeiros meses do ano!

REUNIÃO ANUAL DO CONSELHO DA FAFICS

 

A reunião será realizada entre 20 e 25 de julho de 2018, na FAO, Roma.   No dia 8 de junho recebemos a agenda dos trabalhos, que inclui, entre outras coisas, uma reunião com o diretor executivo (CEO) do Fundo, Sergio Arvizu, e com o responsável pelas finanças do Fundo, Sudhir Rajkumar (Divisão de Gestão de Investimentos), que representa o Secretário-geral das Nações Unidas, Antônio Guterres em todas as questões relativas aos investimentos. São momentos estratégicos para se informar do estado das coisas do Fundo e colocar na mesa problemas vividos pela comunidade de aposentados. Como o encontro acontece próximo ao Conselho do próprio Fundo, alguns temas surgem com oportunidade e podem ser discutidos. Nosso presidente Giovanni Quaglia estará presente.

 

ESTADO GERAL DO FUNDO DE PENSÕES

 

Serão examinados no Conselho do Fundo o orçamento para 2018- 2019, a eficiência dos serviços, o constante aumento do número de aposentados e o envelhecimento da população de aposentados e pensionistas. O Conselho de Pensão (UNJSPB) é a maior autoridade responsável pelo Fundo (UNJSPF). O relatório a ser discutido contém uma estimativa de orçamento do Fundo para o biênio 2018-2019 de US$194.664.800. Para cobrir custos administrativos serão destinados US$105.018.900, e para investimentos US$85.585.400.                

        

Uma quantidade que não pode exceder os US$225.000 será destinada ao Fundo de Emergência. O relatório prevê um total de 269 postos que continuarão durante este período, nove novos e a reclassificação de três mais.

A tendência geral na população de aposentados e pensionistas do Sistema, de acordo com o Conselho, se resume em três itens: crescimento do número total de beneficiários (aposentados e pensionistas); aumento da dispersão geográfica destes beneficiários; maior longevidade dos aposentados e pensionistas. Mais e mais aposentados e pensionistas muito antigos, que têm exigências especiais e precisam de ajuda extra em gerenciamento do computador, em como obter informações sobre o Fundo de Pensões, em tratar e resolver procedimentos administrativos e bancários.

 

Isto torna necessários os serviços adequados do Fundo de Pensão, tanto na divulgação de informações, quanto em serviços para o "cliente". Durante o biênio, 2018-2019, além de mais de 500.000 estimativas de benefícios que deverão ser recebidos através do website do Fundo, através dos membros do pessoal de serviço ao cliente em Nova Iorque e Genebra, além dos centros regionais, que devem fornecer cerca 8.500 benefícios, muitas vezes envolvendo consultas pessoais.

No entanto, os recursos alocados para esta seção não aumentaram para o período de 2018-19. O corte no orçamento proposto para 2018\ 2019 é estimado em US$ 3,6 milhões, equivalente a 1,9% dos recursos solicitados. Somente 4 das 9 nomeações de funcionários recomendadas pelo Fundo foram aprovadas; 5 foram negados, incluindo 4 para serviços ao cliente. Portanto, FAFICS deve continuar defendendo fortemente o fortalecimento de serviços para o cliente do Fundo de Pensão, e este deve ser um ponto a ser abordado na próxima reunião do Conselho.

Outro aspecto que deve ser levado em conta é o atraso no envio de documentos de separação (aposentadoria) pelas Organizações e Agências do Sistema.  O Conselho Diretor recomendou que as Organizações membros criem pontos focais para procedimentos de pensão, a fim de facilitar o tratamento dos pedidos de aposentadoria.  O Conselho recomenda que as Organizações membros identifiquem todos os casos de separação (aposentadoria) nos próximos seis meses antes da data da mesma, para apresentar dados demográficos atualizados ao Fundo e conciliar todas as diferenças nas contribuições. Finalmente, o Conselho recomenda que o Fundo: (a) defina uma agenda para processar todos os casos pendentes, em que tiver recebido toda a documentação necessária; e (b) prescreva um prazo para o processamento de cada tipo de direito ou benefício.

 

Também haverá um relatório do Comité Permanente sobre Questões de Pensão cujo presidente é Gerhard Schramek, da AFICS Viena e outro do Comité Permanente de ASHI (Seguro de Saúde), cujo presidente é Georges Kutukdjian, da AFICS de Paris.

Este último comité, lembramos que na reunião do Conselho em 2017 AFICS Argentina, entre outros, tinha exigido uma posição firme em defesa dos direitos adquiridos dos aposentados e pensionistas, serviços de saúde de qualidade, de acordo com suas necessidades e, também, maior controle dos serviços de saúde externos, tais como a CIGNA, entre outros, pelas Agências do Sistema, tendo esses serviços para membros ativos e aposentados.

Precisamos continuar a considerar estas questões na reunião do Conselho.  Além disso, de acordo com a Agenda, serão realizadas eleições para manter ou substituir os atuais ocupantes.

Na Conferência das Associações da América Latina foram levantadas algumas questões:  eleição de Presidente e vice presidências da FAFICS. O funcionamento atual de disseminação de informação: FAFICS tem mantido durante vários anos, um atraso considerável na disseminação de informação para associações-membros e através delas para todos os aposentados e pensionistas. Não publica Notícias FAFICS (FAFICS MATTERS) desde 2014. Relatórios e outros materiais de FAFICS (fafics.org) são apenas em inglês (até fevereiro de 2018). Sabemos que faltam recursos para realizar essa demanda, não é questão apenas de vontade política.

Também se solicita que FAFICS mantenha um controle ativo sobre o desempenho dos serviços do Fundo de Pensão, tais como o cumprimento dos prazos para os procedimentos, especialmente nos casos de morte do titular e consequente assunção de um cônjuge ou no caso de novas aposentadorias. Embora tenha havido progressos, estes são devidos ao esforço e dedicação do pessoal dos serviços de clientes que respondem imediatamente às reivindicações, mas ainda não uma melhoria global do serviço.

Na reunião do Bureau de FAFICS e das suas decisões (Viena, 26 e 27 de outubro de 2017), o relatório faz uma revisão do papel da FAFICS e, com algumas críticas implícitas, os pontos são definidos para melhorá-lo. Diz que, em primeiro lugar, a Federação precisa aumentar sua visibilidade e garantir o acesso e voz nos vários agrupamentos das comissões interagências interessados em questões relacionadas com as Pensões e Seguros de Saúde. E, em segundo lugar, que a Federação deveria rever o nível de cumprimento dos seus objetivos definidos nos estatutos.

 

Espera-se que a Federação atenda a esses objetivos, que são claramente detalhados no estatuto tais como (a) apoiar e promover os fins, princípios, programas e realizações do Sistema das Nações Unidas; (b) para promover e defender os interesses da comunidade de antigos funcionários internacionais; (c) manter e desenvolver a solidariedade e o contato próximo entre as associações de membros; (d) representar a comunidade de antigos funcionários internacionais em órgãos adequados do Sistema das Nações Unidas e, em particular, aos aposentados e beneficiários do Fundo de Pensões das Nações Unidas. (e) promover o intercâmbio e cooperar com outras associações e organizações, conforme apropriado; (f) apoiar e coordenar as atividades das associações membros, nomeadamente no domínio das Pensões e proteção da saúde.

Até agora não houve uma definição das responsabilidades dos vice presidentes da FAFICS. Acredita-se que no futuro eles devem desempenhar um papel ativo, bem como participar nas reuniões do Diretório. Considera-se que a eles poderiam ser atribuídas as seguintes responsabilidades: Promoção de novos membros;  Boletim Informativo; Fundos de emergência; e articulação com outras associações ou organizações.

Uma Agência ou Programa para Idosos?

Proposta de criação de uma nova Agência \ Programa da ONU sobre os Idosos, de autoria de Michael ATCHIA da AFICS Maurícius.  Esta questão foi discutida pela FAFICS em 2013 e pode ser que seja retomada este ano em Roma. Provisoriamente teria o título de UNSCP (United Nations Senior Citizens Programme) ou, se preferível, UNAA (United Nations Aged Agency).  Seria uma proposta a ser assumida pela FAFICS e dirigida ao Secretário-Geral das Nações Unidas.  Com os baby boomers da geração Pós-Guerra Mundial do século passado atingindo a idade de aposentadoria, muitas partes do mundo entraram numa nova era, os governos terão de examinar como o número crescente de idosos irá afetar o design e mix de ofertas de serviços, as fontes de financiamento de que eles dependem e os canais de entrega que eles usam para serviços aos cidadãos.

Estamos todos conscientes de que uma população cada vez mais idosa tem um impacto drástico sobre questões como os regimes de Pensões e os cuidados de saúde.  Menos frequentemente discutido é o impacto muito mais amplo que o envelhecimento da população está tendo em outros campos. E a questão fundamental do que seriam as funções significativas para estes cidadãos em grande parte mais educados, muitas vezes altamente experientes na nova ordem mundial.

Considerando as principais tendências demográficas atuais direta ou indiretamente relacionadas com o envelhecimento da população deste planeta, o cerne desta proposta é explorar como serviços e ações internacionais e governamentais de planejamento, precisarão mudar em resposta ao cidadão em processo de envelhecimento.  (A proposta, com os argumentos correspondentes estarão disponíveis na documentação do Conselho).

 

Proposta de iniciativa da AAFIB incluída na Agenda do Conselho da FAFICS

 

Foi um esforço pessoal do presidente Giovanni Quaglia, que terá a oportunidade de defender pessoalmente a proposta.  A Agenda  da reunião da FAFICS em Roma sobre ASHIL inclui a proposta da AAFIB. Segundo Giovanni será um primeiro passo para avançar na questão.
 

47th FAFICS Council   Rome, 20-25 July 2018

Draft Agenda for the FAFICS Standing Committee on After-Service Health Insurance and Long Term Care (ASHIL)

  1. Adoption of the Agenda (ASHIL/Doc.1);

  2. Progress Report on the Working Group on After-Service Health Insurance (ASHI) of the HLCM Finance and Budget (FB) Network, followed by a debate (ASHIL/Doc.2);

  3. Participation of retirees in management or advisory entities ofn health insurance schemes of the UN common system agencies (ASHIL/Doc.3);

  4. After-service health insurance (ASHI) coverage of locally- recruited field staff by the Medical Insurance Plan (MIP): Proposal of AAFIB-Brazil (ASHIL/Doc.4).

  5. Issues pertaining to Long-term Care (ASHIL/Doc.5);

  6. Election of the Chair and the Vice-Chair of the Standing Committee on ASHIL for 2 years;

  7. Other matters.

 

Em ANEXO, o texto completo da proposta da AAFIB

 

A Tal Maturidade

 

É melhor ter 30 anos e fazer loucuras do que ter 60 e ser sábia e experiente — até porque fazer loucuras é uma delícia. Existem coisas que é melhor ignorar, fingir que não existem, para que a vida fique melhor.  Essa história de assumir a tal da maturidade e os cabelos brancos não resolvem rigorosamente nada, e um pouco de ilusão faz muito bem à pele e à alma. Mas existem algumas regras para quem já passou dos 50 — sejam homens ou mulheres.     Fácil não é: você não pode comer porque engorda, não pode beber porque o fígado já era, não pode fumar porque sabe que faz mal, e a transa nunca mais é como foi — afinal, o tempo passa para todos.   É preciso ter lucidez para saber quando chega a hora de parar com essa busca frenética e pensar em outras coisas, porque se a vida com um homem é muito boa, sem homem também é — até porque quando se está só pode até surgir um grande amor, inesperadamente. É pouco provável, mas nunca se sabe. Para não perder o hábito, cultive alguns fãs pelo mundo e deixe no ar, sempre, um clima de talvez, um dia, quem sabe?  Para um homem no outono da vida, um talvez é tão importante (e mais reconfortante) quanto um sim, e fazer charme é, e será sempre, uma delícia.

Extratos da coluna de Danuza Leão para a Revista Época (03\06\18)
 

CERTIFICADO DE TITULARIDADE

Muitos já receberam a Carta de Prova de Vida e responderam à solicitação do Fundo. Mas não sabemos quantos ainda aguardam certamente ansiosos uma visita dos correios, sobretudo com as irregularidades atuais desse serviço público no país.

Por isso reafirmamos a nota do Fundo sobre o assunto.  Como se sabe, o recebimento e resposta dessa Carta são fundamentais para a continuação do benefício.

Cada pessoa que receba um benefício do Fundo deve  anualmente completar e assinar um certificado de direito (CE). O Fundo usa a marcação CE para verificar a contínua elegibilidade de aposentados e beneficiários. O CE do aposentado / com assinatura original ou impressão digital do beneficiário deve ser retornado ao Fundo, logo que possível e no mais tardar até 31 de dezembro de 2018 para evitar o risco de uma suspensão do benefício.

Os CEs de 2018 foram enviados aos beneficiários mundiais do Fundo, em junho de 2018, através dos serviços de correios e mala diplomática. Normalmente, o aposentado pode esperar receber seu CE 2018 durante os meses de junho ou julho de 2018, dependendo da sua localização geográfica e serviços de correio locais.

Note que todos os aposentados e beneficiários, cujo benefício não é pago na Via Dupla, agora também tem a opção de acessar seu formulário anual CE on-line em seu UNJSPF membro Self Service (MSS) onde podem visualizar e imprimir seu CE barcoded 2018. Para acessar ou registrar-se no MSS, siga as instruções fornecidas na página da web de MSS no seguinte link https://www.unjspf.org/member-self-service/.

Mas se seu benefício for pago na Via Dupla, você não será capaz de visualizar e baixar um formulário on-line do CE no MSS. Em conformidade com os requisitos de auditoria, a forma de CE para um aposentado ou beneficiário na Via Dupla deve ser alcançada pelo correio e apenas para o endereço para correspondência oficial atual no arquivo do Fundo; Este processo serve como uma verificação que você continua a residir no país de residência declarado para fins de Dupla Via.

Para todas as consultas sobre o exercício do CE ou de qualquer assunto relacionado, para assegurar mais eficiência e mais rápida manipulação pelo Fundo, deve sempre submetê-las através do formulário de contato on-line que você pode acessar no seguinte link: https://www.unjspf.org/contact-us/.

Portanto, não há razão para estressar, embora seja recomendável se livrar da tarefa o quanto antes possível.   E a AAFIB estará sempre à disposição para informar ou ajudar na conclusão da empreitada.

O Alto Custo da Saúde

Ao menos no mundo ocidental mais próximo o progresso médico e tecnológico da saúde tem sido excepcional, mas sobretudo realizado por iniciativa privada de alto custo e enorme concentração da produção científica e comercial. Por isso custado igualmente um preço elevado e com sucessivos aumentos que tornam o cuidado médico altamente seletivo e a atenção da saúde pública quase insustentável.  Para ilustrar essa realidade estamos somando o que nos diz a mídia em reportagem e em texto analítico, de modo a mostrar a dura situação dessa área no país. E também para fortalecer as respostas que temos dado à tentativa de incluir o sistema público nacional na estratégia operacional dos planos de saúde do Sistema das Nações Unidas.

Uma consulta na rede pública de saúde do Rio pode demorar até 681 dias. Na região metropolitana há 230 mil pessoas à espera de atendimento.                                       

 

Dos exames mais básicos aos serviços de saúde mais complexos, as filas se multiplicam. Na Região Metropolitana 228 mil pacientes estão cadastrados no chamado Sistema de Centrais de Regulação à espera de consultas, exames e cirurgias de baixa complexidade. Os dados indicam que houve recentemente um crescimento de 59,7% do número de inscritos na fila, em comparação com o final de 2016, quando 134 mil pessoas aguardavam atendimento. No extremo dessa fila virtual, o tempo de espera por uma simples consulta oftalmológica pode chegar a 681 dias, quase dois anos. Em média o paciente da rede pública leva mais de três meses para ser avaliado (99 dias) e 34 dias para realizar exames, que podem, ou não, apontar a necessidade de cirurgias. Se uma intervenção for indicada, será preciso voltar à fila para agendá-la. As estatísticas são da própria Secretaria de Saúde da Prefeitura.    

 

O Globo de 29\04\18.

 

SUS para Pobre (e bolsa-saúde para quem pode)

 

Há muitas formas de trair o interesse público e a  Constituição. Uma delas é forçar o texto a dizer algo diverso do que diz. Juristas às vezes recorrem a interpretações excêntricas para dar verniz técnico a posições avessas ao texto.

A traição mais refinada, contudo, não vem da arte do jurista, mas do engenho contábil. Essa técnica abraça a retórica generosa do texto constitucional, mas inviabiliza sua realização por meio de ardil orçamentário, que esconde conflitos distributivos e beneficia o topo da pirâmide. Em política social, o diabo mora nas finanças, não só na sutileza jurídica.

O direito à saúde sempre foi vítima dessa manobra. O movimento sanitarista obteve retumbante conquista na Constituição de 1988 e emplacou política pública de saúde gratuita e universal por meio de um sistema único. O SUS tornou-se a espinha dorsal do projeto igualitário brasileiro. 

Entre um modelo de direitos sociais voltados para pobres, com o estigma e a precariedade embutidos, e um modelo de direitos sociais universais, a ser usufruído por todos, o SUS adotou o segundo. 

A Constituição permitiu que a iniciativa privada prestasse assistência à saúde de forma complementar ao SUS (Art. 199). A partir daí, a política estatal optou por oferecer, de um lado, vultosos incentivos ao setor privado de hospitais e planos de saúde por meio de renúncia fiscal; de outro, por submeter o SUS a crônico sub financiamento, que impede maior efetividade ao direito à saúde. O Estado retirou recursos do SUS para subsidiar o mercado, estabeleceu uma perversa relação entre o público e o privado e construiu eficiente engrenagem de concentração de renda. Esse arranjo regressivo ainda faz consolidar o discurso de que o SUS é caro, ineficiente e merece ser “desafogado” pelo setor privado, senso comum que justifica crescente mercantilização da saúde.                          

       

Texto completo na Revista Época de 23\04\18.   Autor: Conrad Hübner Mendes, da USP

REUNIÃO DA AAFIB / BRASÍLIA

Reunião dia 16 de maio 2018 pela manhã, na Sala Luis Carlos Costa, Casa das Nações Unidas, Setor de Embaixadas Norte, Quadra 802, Brasília.

A reunião foi presidida por Ralph Hakkert, Diretor do Núcleo de Brasília, que também tomou as notas para elaboração da ata e destas notas.                             

 

Foram apresentados dois novos associados que estiveram presentes à reunião: Josefina Rivero, aposentada da CEPAL e Luis Gonzaga Almeida, aposentado da UNESCO.

Na próxima reunião da FAFICS, em julho próximo, em Roma, será tratado o tema do MIP (Medical Insurance Plan). A AAFIB, em consulta com as AFICS da região, apresentará uma proposta para a melhoria do esquema atual que posteriormente terá que ser negociada com o PNUD e o Fundo de Pensões. Atualmente os ex-funcionários internacionais têm uma cobertura de até 250 mil dólares via Cigna, os ex-funcionários nacionais de UNESCO, OIT e FAO têm uma cobertura de 150 mil dólares, mas os demais funcionários têm uma cobertura inaceitavelmente baixa de apenas 30 mil por ano. O documento  MIP do PNUD gera problemas sobretudo aos aposentados que, na idade mais avançadas , precisam de cuidados médicos com mais frequência. Maiores detalhes sobre a proposta para a FAFICS podem ser encontrados no Boletim AAFIB 124.  Por outro lado, os esforços para montar um esquema de seguro complementar para os ex-funcionários nacionais até agora não prosperaram. Várias pessoas se comunicaram com a Anelise, da Pacific Prime, mas no final todos chegaram à conclusão de que não compensava. O apoio dos RRHH tem facilitado o encaminhamento dos problemas.

Atualmente existem convênios do Cigna com os seguintes hospitais em Brasília:

Clínica Villas Boas; HOB – Hospital Oftalmológico de Brasília; HOME; Hospital Daher Lago Sul; Hospital do Coração do Brasil; Hospital Maria Auxiliadora; Hospital Maternidade Brasília; Hospital Pacini de Oftalmologia; Hospital Santa Helena; Hospital Santa Lúcia; Hospital Santa Lúcia Norte; Hospital Santa Luzia; Hospital São Mateus. Em breve os serviços completos do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo também estarão disponíveis em Brasília, cobertos por convênio. Na parte laboratorial, é bom saber que existe um convênio com o Laboratório Sabin.

Um dos hospitais que ainda não tem convênio com Cigna é o Hospital Brasília que, para muitos de nós, é importante pela localização conveniente. George Martine e Giovanni Quaglia recentemente tiveram uma conversa com a direção do hospital, para ver se seria possível estabelecer um convênio. A direção está estudando a ideia.

A conversa com a direção foi provocada por uma experiência pessoal do George Martine que em março teve um problema de saúde que poderia ter sido grave, mas que felizmente terminou bem porque ele se internou em tempo no Hospital Brasília. Apesar do bom final da história, ela fez com que ficasse evidente a conveniência de ter um convênio do hospital com a Cigna.

 

O seguro normalmente (se não há convênio) reembolsa só 320 dólares por dia para o leito hospitalar, mas na UTI do Hospital Brasília o custo é cinco vezes maior do que isso. No final a conta ficou elevada e George teve que pagar 16% do próprio bolso, enquanto foi reembolsado pelos demais 84%. Se houvesse um convênio, ele não teria pago nada e a questão financeira teria sido resolvida diretamente entre o hospital e Cigna. Portanto, realmente vale a pena estender o número de convênios.

O fato é que não basta ter um convênio com alguma instituição da área de saúde, é preciso administrar a relação.

Como somos relativamente poucos, é perfeitamente possível que o número de atendimentos seja muito reduzido em relação a Cigna. Ou seja, talvez seja o caso de fazer um trabalho de aproximação concreta com as instituições conveniadas para garantir que saibam da nossa existência...

George fez uma proposta para que houvesse alguma pessoa a quem se pudesse recorrer no caso de uma internação, para intermediar as questões burocráticas e eventualmente acompanhar a pessoa no hospital, caso não haja familiares para fazê-lo. Concretamente, nas cidades onde existe uma massa crítica suficiente, a proposta seria:

1)         Identificação pela Diretoria e associados de um grupo de (5 a 10) pessoas que teriam condições de disponibilidade, mobilidade e interesse para realizar esse serviço. (Considera-se que no rol dos aposentados locais, haveria várias pessoas conhecidas com estas características);

2)         A AAFIB faria uma seleção de umas cinco candidatos por cidade e ofereceria um treinamento de um dia para elas, manteria esse roster atualizado e determinaria o nível de remuneração dos serviços;

3)         O associado teria acesso fácil a estas pessoas no seu Whatsapp e pagaria o serviço diretamente ao acompanhante se e quando for utilizado.

 

Josefina Rivero relatou que em Santiago do Chile havia uma pessoa disponível na própria recepção do hospital para tratar da parte burocrática das internações. Mas evidentemente, no caso de Brasília, não há um número de funcionários e aposentados suficientemente grande para justificar isso. Daí a proposta sugerida pelo George para suprir essa necessidade.

 

No mesmo contexto, Ivo Steffen informou que está organizando um fundo pessoal de emergência, para tratar destes e de outros eventos imprevistos. Existem dois tipos de planos de previdência privada: o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) e o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre). O PGBL é indicado especialmente para quem entrega a declaração completa do Imposto de Renda e pode aproveitar benefícios fiscais. Quem contrata um PGBL consegue deduzir até 12% da renda tributável ao ano da base de cálculo do IR. Isso significa que a pessoa poderá pagar menos IR agora, colocar o dinheiro para render e só acertar as contas com o Leão lá na frente. Uma das grandes vantagens destas aplicações é que elas não estão sujeitas a direitos de sucessão de modo que, em caso de morte, não precisam passar pelo inventário e estão imediatamente disponíveis para os herdeiros. Este seria um dos pontos para discutir em agosto.

 

Foi aberto um espaço para comunicações diversas no qual os seguintes temas foram levantados:

  1. Eliana Ferreira Martins pediu para comunicar a todos o evento organizado pelo Ministério da Agricultura / ONU / Embaixada da Eslovênia, de comemoração do Dia Mundial das Abelhas, no dia 23 às 6 horas da tarde, no Prédio da ONU. O anúncio formal já foi enviado a todos por e-mail.

  2. Josefina Rivero falou sobre as suas atividades na ASOI (Associação das Senhoras dos Organismos Internacionais) e o seu projeto no bairro de Sol Nascente, para o empoderamento de mulheres de baixa renda, que conta inclusive com o apoio de UNWomen. Os interessados em participar podem se comunicar com ela.

  3. A pedido, Ivo Steffen reiterou suas experiências com a instalação de painéis solares na sua casa. Existem várias companhias que fazem o serviço, mas ele fez com a Strom do Brasil, tel:3011-4040. No caso dele o orçamento inicial da instalação foi em torno de R$40.000. Com a redução nos custos da conta de energia elétrica dá para recuperar o investimento em aproximadamente cinco anos.

  4. Desde o ano passado Ivo teve que assumir a responsabilidade pela gestão da Brasília Super Rádio FM. Teve problemas para continuar a financiar a operação da rádio, mas recentemente conseguiu um financiamento do ECAD. Desde o dia 1º de maio a Brasília Super FM está operando pela internet em http://www.superfm.com.br/ com a mesma tradicional programação que era transmitida em FM na frequência de 89,9 MHz. Nesta frequência agora há uma programação diferente, focalizada em música e jornalismo local.

  5. Ivo também começou a transmitir as suas experiências com herança e inventários. Este é um assunto que vai tocar a todos nós em algum momento e para o qual muitas vezes nos preparamos insuficientemente. Decidiu-se que seria melhor deixar esta discussão para outro momento, com mais tempo, possivelmente na nossa próxima reunião, de agosto.

Participaram da reunião os seguintes associados:  Ralph Hakkert, Giovanni Quaglia , Juan Zavattiero, George Martine, Maria Dulce Almeida, Luis Gonzaga, Josefina Rivero (com marido), Teresa Chaves, Moira Lawrence, Márcia Maria Prates,Eliana M. Martins Ferreira, Milton Thiago de Mello, Ivo Steffen, Bernadeth Martins.

Treinamento em uso de internet para funções ligadas a aposentadoria e seguros

 

O projeto RYON (Retired Yes, Out of the world No), desenvolvido pela gerente do site da AAFIB, Sumaya Garcia, estará promovendo o treinamento SHI (Staff Health Insurance), nos dias 18 e 19 de setembro, das 9h às 17h, em Brasília. Serão dois dias de treinamento (terça e quarta), no auditório da OPAS/OMS, para membros da AAFIB, familiares e staff de todo o Brasil. Entre as agências participantes, estarão, além da OPAS – OMS, o PNUD, UNICEF e UNODC.

O objetivo é a inclusão, desenvolvimento e aperfeiçoamento digital com o treinamento de pedido de reembolso online, conforme seguro de saúde específico de cada organização. Obtenha mais informações e faça sua pré-inscrição através do e-mail

garcia.sumaya@gmail.com.

Casos da Saúde no Brasil: Exemplos demonstrativos 

1..  Depoimento de Alfredo Costa Filho

(1) Estou tentando falar com o PNUD aqui, sobre uma “carteirinha” que me disseram dever tirar, para efeito de internação hospitalar; 

(2) Esta internação está programada em caráter de urgência; apenas os “experts” decidem se seria melhor em São Paulo ou aqui, no DF; 

(3)   Mas meu problema mais imediato é como contatar-me com CIGNA para efeitos da minha internação quase imediata, em São Paulo ou aqui. 

(4) A urgência decorre de que devo internar-me na semana próxima, aqui (no Sírio Libanês) ou – mais provavelmente em São Paulo (no Hospital A. C. Camargo). Seria necessário entender-me com Cigna antes desta internação, seja qual seja. 

Desculpe incomodá-lo. Mas você é o único Santo que baixou do Céu... desde que, em 1993, regressei a Brasília após mais de 18 anos na ONU.

Muito grato,  Alfredo Costa-Filho

Conforme acordado, compartilhamos informações sobre o tratamento médico do meu pai Alfredo Costa Filho, com o objetivo de ajudar outros associados e agradecemos mais uma vez o apoio dado nesse período. 

Meu pai foi submetido a uma complexa cirurgia no dia 10/março/2018 no Hospital Sírio Libanês (Bairro Bela Vista - São Paulo/SP), com duração total de 12 horas. As equipes cirúrgicas foram excelentes, lideradas pelo Dr. Luiz Paulo Kowalski (renomado cirurgião de cabeça e pescoço do AC Camargo que opera também no Sírio Libanês SP), o qual realizou a primeira etapa de extração do tumor e esvaziamento cervical dos linfonodos. A segunda etapa de reconstrução óssea foi realizada pelo Dr. José Carlos M. Faria (micro cirurgião plástico da Unidade da Face - que opera também no Sírio Libanês SP). 

O Hospital Sírio Libanês SP tem uma área internacional que realiza o contato direto com CIGNA para obter a Garantia de Pagamento, assim como para conseguir a extensão do período de internação que inicialmente estava previsto ser 11 dias e, ao final, foram 26 dias. Contamos com o excelente apoio da Mylena Fernandes que nos ajudou muito nesse processo de cobertura direta dos gastos hospitalares.  

Com relação ao contato que realizamos diretamente com CIGNA, foi importante meu pai assinar previamente à internação o Formulário "Authorisation of Disclosure of Information", para me autorizar a representá-lo perante o Plano de Saúde e para incluírem meu telefone e e-mail para acompanhamento de cada etapa. Contamos com o excelente apoio da Andrea Pifano do CIGNA de Miami que fala português, conhece a equipe do Sírio\ SP e nos ajudou muito para esclarecer todas as dúvidas.  Uma informação importante é que CIGNA aumentou o percentual de reembolso dos honorários médicos de 80% para 96% em função do alto custo da cirurgia, como parte da política do plano de saúde. Esse percentual é estabelecido entre 80% e 96% de acordo com o custo do tratamento médico. Entretanto, o plano de saúde cobre as despesas dentro de um limite anual de US$ 250 mil dólares.  De volta ao local de residência, em breve meu pai dará continuidade ao tratamento de Radioterapia pelo Centro de Oncologia do Sírio Libanês aqui de Brasília. Permanecemos à disposição, grata pela atenção.

 

Sonia Costa  (filha de Alfredo Henrique Costa Filho)

 

2..   Depoimento de George Martine

Entrei caminhando, mas já enfartado, no Hospital de Brasília no dia 8 de março. Passei umas horas no Pronto Socorro para testes e fui internado na UTI. A constatação de um bloqueio significativo na coronária principal foi seguida por internação na UTI, cateterismo e implantação de stent. Minha família ligou para o sempre atento Giovanni Quaglia para saber o que fazer, mas foi informado que não temos convênio com o HB e que teríamos que nos entender diretamente com a Cigna. O hospital exigiu depósitos antecipados (via cartão de crédito) de R$5000 por dia de UTI, mas foi flexível no pagamento do restante dos custos. Só fui acertar as contas uma semana depois de sair do hospital. Este lapso me deu tempo para aumentar o limite do meu cartão de crédito no banco e fazer um pagamento total “à vista”, o que representou um bom desconto para Cigna e para mim. A Cigna demorou apenas uma semana entre receber as contas por internet e depositar o dinheiro na minha conta no UNFCU; esta presteza me permitiu fazer câmbios e acertar o cartão de crédito sem ônus adicional.

No cômputo geral, tive que pagar em torno de 15% dos custos deste imprevisto. Se existisse convênio entre a Cigna e o HB, esta proporção obviamente teria sido bem menor.  O maior custo direto para nós, na ausência de um convênio, se deriva da brecha entre o que o hospital cobra por um leito e o valor máximo que a Cigna aceita pagar. Assim, a diária básica na UTI do HB custa mais de US$1.500 e a Cigna paga apenas US$330. A Cigna também pagou apenas 80% das consultas médicas realizadas dentro do hospital. Por sorte, os gastos maiores (cateterismo, stent, materiais especiais, etc.) foram reembolsados integralmente pela Cigna.

A partir desta experiência, comecei a me preocupar mais com o nosso seguro de saúde. Por um lado, fiquei sabendo que – por sorte minha – a equipe de cardiologia do HB é a melhor de Brasília e que a nova direção do próprio HB está tomando várias iniciativas no sentido de melhorar seu atendimento (convênios com o Sírio-Libanês de São Paulo, certificação com o Canadá, renovação de setores e áreas, criação de uma UTI exclusivamente para cardiologia, melhoria do estacionamento, etc.). Tendo em vista esta qualidade e a facilidade de acesso ao hospital para muitos de nós, falei com o Giovanni e pedi uma reunião com a diretora do HB para discutirmos a possibilidade de um convênio entre a Cigna e o HB. Para alegria nossa, a diretora e sua equipe nos receberam de forma muito positiva no dia 25 de abril e, a partir desta reunião, a AAFIB está tomando os primeiros passos em direção a um convênio.    

Acho excelente a disposição da AAFIB para ajudar os colegas quando tiverem uma crise de saúde e acho que todos nós estamos agradecidos por isso. Por outro lado, acho também que temos que ir além desta disposição de vocês e sistematizar mais o trabalho em prol dos associados. A verdade é que a maioria de nós é solenemente ignorante de todas as matérias referentes ao plano de saúde, a não ser no que tange ao ressarcimento de gastos. Sem dúvida alguma, este era também o meu caso, antes do meu infarto recente.

Nós poderíamos pensar numa ação dirigida para as diferentes etapas de uma crise de saúde. Quais são as questões que surgem no momento de uma crise como a minha? 

 

1) Que hospitais são conveniados e o que se pode fazer no caso de não ser conveniado? No meu caso, eu só tinha uma vaga ideia sobre isso e praticamente a única informação que se dispunha para dar à minha família é que o Hospital de Brasília não tinha convênio com CIGNA.  Infelizmente, eu já estava instalado no HB e, a partir dessa informação desanimadora, tive que me virar com o hospital e com as contas. Poderíamos pensar em ter um hotline, com alguma pessoa designada (até com alguma remuneração) para orientar os associados com informações específicas no momento da crise para não sobrecarregar ou depender unicamente de algum colega da AAFIB. Penso que precisamos enfatizar mais ainda a preparação dos associados para inevitáveis crises. No mínimo, deveríamos ter pelo menos um link na página da associação em que se apresenta uma lista atualizada de instituições conveniadas, talvez com alguma especificação baseada na experiência dos associados. Para tanto, penso que seria muito importante acompanhar as avaliações do serviço destes hospitais e, sendo necessário diversificar ou aumentar o elenco de instituições que podem nos servir bem. Foi por esse motivo que marquei uma reunião com a diretora do HB (hospital em ascensão no ranking e muito acessível para a maioria dos associados de Brasília) e que, com a orientação do Giovanni, já iniciamos a tramitação de um acordo com CIGNA. 

 

2) Uma outra questão que pode angustiar muito o associado ou seu familiar doente é o problema de ter um/uma acompanhante, pra tramitar a burocracia do hospital e, eventualmente, para apoiar o enfermo no seu tratamento no apto. Muitas vezes, as pessoas da família do doente estão ocupadas ou fisicamente incapazes de fazer esse papel. Quem sabe nós elaboramos uma lista de 4-5 pessoas confiáveis que podem fazer esse trabalho profissionalmente (com a orientação da associação, obviamente) e que o associado poderia contratar, sem preocupação, no momento da necessidade? Penso em ex-enfermeiras ou enfermeiros, pessoal capacitado e aposentado da área de saúde, ex-funcionários locais, etc que poderiam auxiliar o associado enfermo na hora mais problemática da sua crise. 

 

3) Na lista de informações e instruções sobre saúde que poderiam ser apresentadas na página e/ou em reuniões presenciais, poderíamos acrescentar informações sobre como negociar com o hospital (pagamento à vista pode dar um bom desconto, etc). Caso o associado venha a ter dificuldades na prestação de contas, alguns outros associados poderiam prestar ajuda e orientação. 

 

Espero que isto ajude para alguma coisa. Acho o tema muito importante para os associados. Vou mandar um pequeno relato sobre meu caso hospitalar mais tarde hoje.  

 

George  Martine

Da Mídia:

 

A Educação em Mudança

 

Marc Prensky, inventor da expressão “nativos digitais” em contraste com “imigrantes digitais”, que somos nós, mais velhos que estamos tendo de nos reinventar para entender a nova linguagem, esclarece que o acesso a dados pessoais só é danoso no momento em que se reverte em objetivos espúrios.  Em nosso tempo achávamos que ter um diploma era essencial  para ganhar bem e ter uma carreira de sucesso, havia até estatísticas que confirmavam isso. 

Marc afirma também que as empresas já dão muito mais peso à experiência do que ao diploma. Buscam pessoas que resolvam problemas, que se envolvam com o trabalho, que façam as coisas acontecer, e isso não é ensinado na faculdade.          

 

Em Revista Veja 2576, abril 2018.

 

Não é pelos 46 centavos

A democracia é um sistema de equilíbrio baseado na crença de que as regras serão respeitadas por todos e que, quando alguma força política atua à revelia dessas regras, o equilíbrio se desfaz e daí por diante é um salve-se quem puder. O princípio fundamental da democracia é a alternância no poder entre partidos que se dispõem à competição política sob regras. A derrota eleitoral de uns, a vitória de outros são indicadores da democracia porque representam efeitos concretos da competição política: indicam que um partido no governo não é capaz de impedir sua própria derrota, que o eleitorado é soberano no que diz respeito à escolha de quem vai governá-lo e que os jogadores estão submetidos a uma dinâmica capaz de impor limites a sua vontade de conquistar e permanecer no poder. A manutenção das condições de competição é tarefa ou função, basicamente, do arranjo institucional da democracia, especialmente dos freios e contrapesos entre os Poderes, dos órgãos de controle e fiscalização e da mãe de todas as regras, a Constituição. Juntas, e no dia a dia do regime democrático, essas instituições asseguram aos competidores que as condições da disputa política não serão alteradas entre uma eleição e outra. Por isso a democracia é a expressão de um equilíbrio contingente, dependente do comportamento dos atores relevantes.   Extrato de análise de Rogério Arantes, doutor em ciência política e professor da Universidade de São Paulo.   Em  ÉPOCA No. 1040\ maio 2018

 

Lançamento de livro do nosso colega Sergio Rolim Mendonça

No Brasil 66% das idosas fazem sexo

Psicólogos consideram que “nunca houve um período tão bom para o amor e para o sexo quanto hoje”. Durante muito tempo, a mulher de 40 tinha que pendurar as chuteiras. Hoje não é mais assim.       

                                                                                   

Psicóloga carioca considera a relação sexual um componente importante da felicidade. Pesquisas mostram que na última década o tabu recuou especialmente entre as mulheres. Homens fazem sexo aos 80 anos. Um entrevistado esclarece que passou a vida toda cuidando da alimentação, fazendo exercícios e dormindo bem. Ele vê nisso uma relação direta com sua boa disposição para o sexo. Mas é certo que o simples fato de ter nascido homem já o torna parte de um grupo que tradicionalmente teve mais liberdade para manter relações sexuais por mais tempo e para falar à vontade sobre isso. Uma segunda edição da mesma pesquisa, com dados colhidos em 2016, mostrou que a taxa também aumentou entre os homens, chegando a 92,5%.         

 

A pesquisadora considera que a geração que está hoje na terceira idade é pioneira em muitos aspectos, consequentemente não poderia ser diferente no aspecto sexual. É uma geração que viveu uma sexualidade mais livre, porque a pílula permitiu o planejamento familiar. É uma geração em que a mulher começou a trabalhar fora e ganhou uma percepção diferente da existência e do envelhecimento.  Trata-se de uma alteração de paradigma: cada vez menos, a mulher fica constrangida diante das mudanças do próprio corpo e cada vez menos ela sente vergonha de fazer sexo após os 60 anos. Entre outros motivos, essa idade não é mais vista como fim da vida.           

                                                              

A Sociedade Brasileira de Geriatria confirma que idosos que fazem sexo têm menos risco de sofrer de depressão, graças a uma maior liberação de endorfina durante as relações sexuais. Essa mesma endorfina é responsável por oxigenar os órgãos, o que melhora o funcionamento deles. Há, ainda, estudos científicos mostrando que o sexo satisfatório contribui para a neurogênese, que é a formação de novos neurônios. Nesse aspecto, o sexo teria o efeito contrário ao da depressão, que destrói as células nervosas. Segundo um pesquisador, não há limite de idade estabelecido para fazer sexo. Ele aponta que isso é definido, individualmente, por três barreiras: a social, a hormonal e a mecânica. Esta última se dá geralmente por dificuldade de mobilidade, em decorrência de doenças. Porém, para ele, a barreira mais difícil de transpor é a social, porque afeta a maneira de pensar: A libido começa no cérebro. É o fator mais limitante — avalia o médico.                                    

 

O estudo é da psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade da Universidade de São Paulo (USP) e presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria. A reportagem é de Marcos Ramos e Clarissa Pains  \ O Globo  01/07/2018

Falecimento do colega Alamir Pereira do Nascimento

Nesse passado mês de junho tivemos a triste notícia do falecimento de nosso estimado colega Alamir Pereira do Nascimento

Alamir Pereira do Nascimento. Alamir trabalhou no UNICEF, onde deixou muitos amigos que se referem a ele com admiração e saudade.

 

Alamir costumava participar de nossos encontros na sede da AAFIB no Palácio Itamarati no Rio de Janeiro.

A AAFIB pôde colaborar oportunamente para resolver as questões formais que costumam

envolver as famílias nessa hora.

 

Quem são nossos membros associados?       

   

                                              

Retomamos esta série de entrevistas com nossos associados, já realizadas no passado e descontinuadas por circunstâncias desconhecidas. Como se sabe, o Boletim pretende ser um instrumento de comunicação para a Diretoria, mas também um recurso de integração entre os associados. Nosso grupo, bastante heterogêneo, tem em comum uma vivência internacional quase exclusiva e acumula aventuras e experiências de vida interessantíssimas. Desejamos trazer à luz essas narrativas pessoais na certeza que contemplam fatos e estórias que nos farão recordar as nossas próprias estórias e no conjunto divulgar um painel de leituras agradáveis, instigantes e plenas de emoções.

 

TÓPICOS NA AGENDA DA AAFIB

1. Aumentar os números de afiliados de 150 para 200 entre 2017-2018 considerando que os aposentados do Sistema ONU do Brasil são 539.

2. Negociar um Seguro de Saúde Complementar aos ASHI, para quem quer mais tranquilidade em caso de hospitalização;

 

3. Manter os associados informados através de quatro  Boletins ao ano e a página web da Associação atualizada ;

 

4. Resolver problemas pontuais, por solicitação dos associados, especialmente com o Fundo de Pensão (UNJSPF) e os After Service Health Insurances  (ASHIs).

 

5. Representar em alto nível a AAFIB nas reuniões anuais da FAFICS e em reuniões regionais da LAC.

 

6. Manter um canal de colaboração aberto com o Escritório da ONU no Brasil e suas Agências especializadas a fim de apoiar os aposentados quando tenham de tomar decisões no âmbito do Sistema.

 

7. Organizar reuniões periódicas dos Núcleos e a Assembleia Geral Anual;

 

8. Administrar os recursos da Associação e prestar contas do uso dos fundos aos associados e à Receita Federal, com a ajuda de um contador profissional.

 

“International Conference on Future Education-Latin American Perspectives”

Anunciamos com prazer a conferência, que decorrerá entre 12 e 14 de novembro deste ano, no Rio de Janeiro, com o apoio do Ministério da Educação, Fundação Cesgranrio, UNESCO-Brasil, Academia Brasileira de Educação, Academia Mundial de Artes e Ciências (WAAS), Associação Internacional de Reitores de Universidades (IAUP) e Universidade Mundial (WUC). 

Considerando a oportunidade e a importância dos temas que serão apresentados e discutidos, gostaríamos de recomendar este anúncio a professores e pesquisadores, incentivando-os a enviar suas ideias para o evento ou para comparecer pessoalmente e participar dos debates no Brasil. Muito obrigado pela sua atenção, enviamos nossos melhores cumprimentos.

Prof. Heitor Gurgulino de Souza, Presidente da WAAS e WUC;

ANIVERSARIANTES DO TRIMESTRE  (Nossos cumprimentos)

 

JULHO                                                                                                                                     

 

03\07    Paulo Cezar Pinto    RJ

03\07   Luis Carlos R Soares   PB

03\07    José Barleto   SP

05\07    Eglantina Moragiannis  RJ

07\07   João Carlos Alexim   RJ

10\07   Maximiano T da Silva   RJ

14\07   Eliane Oliveira Schwieger    RJ  

16\07  José de Azevedo   RJ

21 /07 Ivanildo Hespanhol    SP

23\07   Maria America Diniz Reis  RJ

25\07    Maria Valderez  Borges  RJ

AGOSTO

01\08   Heitor Gurgulino   BRB\DF

08\08   Moira Hoyos  Lawrence   BSB

12\08   Marianne Schwandl   RJ

15\08   Wilson Sampaio   RJ

15\08   Milton Nogueira da Silva   MG

18\08   Vanderley de Marque  SP

28\08   João Nascimento   RJ

 

SETEMBRO

01\09   Telma Barbalho   SP

05\09   Celio da Cunha  BSB

06/09   Marcio Marques Porto     BA

10\09  Maria Helena Diogo    BSB

12\09   Nilda Xavier   RJ

16\09   Jeanne Marie Sawaya           BSB

25\09   Regia Fernanda G M Freire   BSB

30\09   Fabio de Mello   NE

Expediente

Giovanni Quaglia / Presidente \ presidente.aafib@gmail.com; coeditor do Boletim

 

João Carlos Alexim / Vice-presidente \ jc.alexim@gmail.com; editor do Boletim

 

Antonio Celso Zangelmi / Vice-presidente \celsozangelmi2@gmail.com;

 

Maria America Diniz Reis / Tesoureira e diretora Núcleo RJ \ dinizreismaria@gmail.com;

 

Arabela Pereira Estrela Rota \ Secretária / arabelarota@uol.com.br;

 

Diretor Núcleo Brasília: Ralph Hakkert \ ralph_hakkert@hotmail.com

 

Diretor Núcleo São Paulo: Udo Bock \  udobock@uol.com.br;

 

Gerente do Site (aafib.net): Sumaya Garcia

 

Sede da AAFIB: Av. Marechal Floriano 196 Palácio Itamaraty:

 

UNIC-Rio\ Centro\ Rio de Janeiro\ RJ \ CEP 20080-002.

 

ANEXO  I

COBERTURA DOS SEGUROS DE SAÚDE (ASHI) PARA APOSENTADOS RECRUTADOS LOCALMENTE NO PLANO DE SAÚDE MÉDICO (MIP)

 

1. O ASHI (After Service Health Insurance) é um benefício oferecido aos aposentados do sistema ONU que trabalharam pelo menos 10 anos no sistema e que optaram por permanecer no plano de saúde das agências da ONU e/ou receber os benefícios oferecidos por empresas como CIGNA, ALLIANZ, SHIF, MHS Int., ou seja, pelas corretoras de saúde (administradoras de reclamos médicos), contratadas pelas Organizações do Sistema ONU que decidem os limites da cobertura medica ou hospitalar, e oferecem outros serviços de acordo com instruções recebidas da ONU.

 

2. A aplicação do ASHI tem diferenças marcantes entre organizações e entre funcionários do Sistema ONU. Estas diferenças podem ser divididas em 3 grandes categorias:

 

a) Funcionários que tiveram uma carreira internacional contam com um seguro de saúde melhor, com limites de reembolso anual de US$ 150,000 ou US$ 250,000 (ou até mais em certos casos);

 

b) Funcionários recrutados localmente por certas agências da ONU como OPAS/OMS, UNAIDS, UNICC, ICAO, BANCO MUNDIAL (para contratos maiores de 150 dias), WFP (exceto em certos países) IARC, UIT, OIT, FAO, UNESCO, CERN recebem a mesma cobertura dos planos de saúde dos funcionários internacionais (acima) durante o período da ativa e na aposentadoria;

 

c) Outros funcionários, recrutados localmente em certos locais de afetação fora da sede da sua Organização, são automaticamente incluídos no "Medical Insurance Plan" (MIP). Este plano é voluntário também para dependentes elegíveis e aposentados que se enquadram nos critérios de elegibilidade para a cobertura dos serviços de saúde na aposentadoria. O nível de cobertura total anual nestes casos é igual a 6 vezes o salário de referência mensal. O limite da cobertura do reembolso anual, dependendo do país, varia entre US$ 15.000 e US$ 30.000. É evidente que os funcionários classificados nesta última categoria são altamente vulneráveis em caso de hospitalização prolongada ou de doença catastrófica. Em alguns países, os sistemas de saúde nacionais conseguem reduzir ou mesmo eliminar esta situação de vulnerabilidade, mas isto NÃO É o caso do Brasil.

 

3. Serviços Nacionais de saúde Como na maioria dos países do mundo, os serviços nacionais de saúde no Brasil estão sobrecarregados e, com raras exceções, não dão conta da demanda. O custo dos Planos de Saúde privados no Brasil, seja do tipo individual ou familiar, é muito elevado, especialmente para as faixas etárias acima de 59 anos. Atualmente, cerca da metade das famílias tem um plano de saúde privado, ou no caso de funcionários públicos em nível nacional ou local, acesso a um plano de saúde subsidiado. O resto da população, com poucos recursos, utiliza o Sistema Único de Saúde (SUS), onde as filas de espera são desgastantes e a capacidade de atendimento é frequentemente inadequada. Em suma, para os funcionários que foram recrutados localmente, dependem do MIP, e têm uma aposentadoria menor que US$ 3000 mensais, o nível baixo de cobertura pelo sistema ONU e a precariedade do sistema nacional constituem uma situação desastrosa para o aposentado e a sua família, em casos de hospitalização prolongada ou de doença grave.

 

3. Proposta da AAFIB: Considerando que a situação dos funcionários que dependem do MIP é inaceitável, a FAFICS está dando prioridade a esta questão. A AAFIB-Brasil, em consulta com as AFICS da Região de América Latina e Caribe que apoiam a iniciativa, preparou uma proposta alternativa. Esta proposta foi apresentada três meses antes da reunião do Conselho da FAFICS (20-25 de julho 2018, em Roma) para que o grupo de trabalho ASHI da FAFICS tivesse a possibilidade de examiná-la cuidadosamente e, a partir desta análise, encontrar a forma de melhorar a cobertura do plano de saúde MIP. A principal sugestão feita aqui para o Conselho é que o limite do "Novo MIP" seja aumentado em pelo menos 20 vezes o salário de referência por ano dos funcionários locais na ativa ou aposentados.  Entende-se que, para viabilizar esta proposta, o valor retido de quem está na ativa deva ser maior que a dedução atual e que o mesmo deva ser aplicado às deduções feitas dos aposentados para o ASHI.

ANEXO II

Reproduzimos aqui as instruções básicas para os casos de falecimento. Em caso de dúvidas não deixe de procurar a AAFIB.

Prevenido Melhor que Remediado  (Em caso de Falecimento)

O falecimento de um\a aposentado\a do Sistema das Nações Unidas costuma somar a dor pela perda de um ente querido com as dificuldades para regularizar a situação dos sobreviventes com o Fundo de Pensões. Para piorar, o Fundo tem demorado muito a processar os papéis necessários para regularizar a situação.

Então se mostra conveniente, para poupar problemas para quem vai herdar a pensão, o titular antecipar os documentos que serão necessários na ocasião de seu falecimento. É claro que isso só se refere aos documentos antecipáveis, não por exemplo à certidão de óbito.

O Fundo dá ao herdeiro ou herdeira da pensão um tratamento como se estivesse concedendo uma nova pensão. Por isso são importantes os documentos solicitados e além dos que são remetidos pelo titular da pensão outros documentos que a Organização de origem deve enviar ao Fundo. Portanto é importante avisar do falecimento ao RH da Organização.

Documentos que podem ser antecipados:

 

1)  cópia da certidão de casamento;

 

2)  cópia da certidão de nascimento do cônjuge;

 

3)  cópia de documento de identidade nacional do cônjuge com retrato;

 

4) no caso de união não tradicional, cópia de documentos oficiais;

 

5) no caso de divorciados, cópia do documento\sentença oficial correspondente;

 

6) no caso de união estável, cópia do documento oficial correspondente;

 

7) se for o caso, cópia da sentença de adoção; cópia da certidão de nascimento de cada filho com idade inferior a 21 anos; cópia da certidão de nascimento dos filhos adotados; cópia da sentença de tutela; cópia do RG ou passaporte de filhos menores de 21 anos, se o pagamento for direto e outros documentos que possam ser solicitados pelo Fundo;   

 

8) imprimir o formulário (FORM  E/2) usando  o MSS  (Member Self Service)  do Fundo e deixar como documento a ser preenchido manualmente pelo\a cônjuge sobrevivente      

Na ocasião do falecimento:

 

9) comunicar o falecimento pelo e-mail do Fundo: deceased@unjspf.org                            1

 

0) encaminhar a certidão de óbito junto com os outros documentos ao Fundo;

 

11) Além da comunicação ao Fundo, o sobrevivente deve também comunicar o falecimento ao RH da respectiva Organização de origem, e sua intenção de seguir se beneficiando do Plano de Saúde.                                                                                                                                   

12) Deve também verificar se o falecido tinha um Seguro de Vida e se a Organização ou o Plano de Saúde cobre os gastos com funeral.

 

13) E finalmente deve enviar ao Fundo de Pensão o formulário original de instruções de pagamento (FORM E/2) devidamente preenchido, datado e assinado pelo beneficiário. A assinatura do beneficiário deve ser testemunhada, verificada e certificada como autêntica por um oficial do Sistema ou autoridade oficial do país.

Não deixe de instruir seu cônjuge sobrevivente para comunicar-se com a AAFIB que poderá ajudar a atender aos requerimentos do Fundo e da Organização de origem. Informe ao viúvo ou viúva que pode e deve seguir associada\o à AAFIB.