Paraty recebe lançamento de Calêndula
- AAFIB
- há 6 dias
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O livro, um testemunho inédito da mulher que liderou uma agência da ONU durante a guerra da Bósnia-Herzegovina, em 1984 e 1985, teve seu segundo lançamento na Casa da Cultura de Paraty, Rio de Janeiro, em 11 de abril passado. A principal personagem deste testemunho é Maria Helena Henriques Mueller, vice-presidente da AAFIB, que teve atuação marcante pela UNESCO em plena guerra. Foi o único período que se tem notícia que, em situação de guerra ou conflito, mulheres comandaram as agências e fundos das Nações Unidas no país, e suas histórias que também fazem parte do livro, que é de autoria da jornalista Mariana Ceccon.
O debate que acompanhou o lançamento teve um tema diferente: “As mulheres e o cuidado como linguagem de poder”. Este também é o foco da abordagem que Mariana Ceccon dá à narrativa do livro, intensa e cheia de detalhes. Por 2h, cerca de 40 pessoas no auditório da Casa da Cultura de Paraty e mais 20 participantes via internet ouviram e interagiram com a autora e a personagem principal com a mediação de Belita Cermelli, co-fundadora e diretora da Associação Casa Azul, organização não governamental que realiza a FLIP na cidade.

“O foco de discussão desta vez foi totalmente diferente do lançamento anterior, em Curitiba, no ano passado”, explica Maria Helena, Mena para os amigos. “Conversamos muito sobre como as mulheres e os homens que trabalhavam no local se posicionaram de formas diferentes na guerra”, completa. Ela conta que os participantes se interessaram bastante pelas histórias narradas no livro e contadas ao vivo por Mena, com indagações sobre de onde se tira força para viver em situações como aquela.
Na Bósnia, conta Mena, “quando a ONU nomeava homens para funções, eles enxergavam isso como mérito pessoal. Porém, as mulheres que lá estavam em postos de chefia, abraçaram a causa, se desdobraram para implementar políticas de cuidado que permitissem a sobrevivência digna apesar da guerra.”
Quando indagada sobre o que pensa a respeito da atual situação de descrença pela qual a ONU passa, Maria Helena respondeu que continua trabalhando em atividades comunitárias e se aproximando de temas como construir uma política de cuidados que beneficie populações menos privilegiadas, que enfrentam vários tipos de “guerras” em sua vida cotidiana. “Por isso, considero ser a indicação da Michelle Bachelet a mas apropriada para a situação, a que nos traz esperança em mudanças que a ONU precisa”, afirma ela.
Conheça mais sobre a história de Maria Helena Henriques Mueller em outra matéria aqui mesmo no site.










