BOLETIM AAFIB 124 - ABRIL / MAIO / JUNHO 2018

Associação dos Antigos Funcionários Internacionais do Brasil                                                                      

(aafib.net)    Fundada em 1987       Afiliada à  FAFICS

 

Nosso boletim, agora trimestral, destaca a proximidade da reunião do Conselho da FAFICS em Roma, em julho. Várias questões deverão ser enfrentadas na ocasião e o presidente da AAFIB, Giovanni Quaglia, estará presente. Depois de duros questionamentos sobre o bom funcionamento do novo sistema de administração dos benefícios, o IPAS, e de confrontos com a base sindical em Nova York sobre os riscos que ameaçavam o Fundo de Pensões, o momento será de esclarecimentos que esperamos sejam satisfatórios. Em destaque igualmente o crescimento da importância dos encontros regionais, uma iniciativa pioneiras das AFICS ainda não legitimada pela Federação, mas aprovada pelas AFICS que têm participado crescentemente. No conjunto vale celebrar o desenvolvimento indiscutível do Sistema FAFICS e portanto da capacidade de defesa de nossos interesses junto aos poderes institucionais da ONU. Em agosto teremos relatório do evento em nossa assembleia anual que esperamos possa alcançar um novo marco em nossas atividades.

 
PRÓXIMA REUNIÃO DO CONSELHO DA FAFICS
 
O Conselho será realizado entre 20 e 25 de julho na FAO, em Roma.  O diretor executivo do Fundo, Sergio Arvizu, e o responsável pelas finanças do Fundo, recém-nomeado, Sudhir Rajkumar (Divisão de Gestão de Investimentos), que representa o Secretário-geral, António Guterres, em todas as questões relativas à gestão de investimentos do Fundo deverão dedicar uma sessão do evento para apresentação e debate com os participantes.  Também haverá exame de relatórios do Comité Permanente da FAFICS sobre Questões de Pensão, cujo presidente é Gerhard Schramek, e do Comité Permanente de ASHI (seguro de saúde) cujo presidente é Georges Kutukdjian, da AFICS de Paris. Neste Comitê se discute a defesa dos direitos adquiridos por aposentados e pensionistas, a manutenção de serviços de saúde de qualidade, de acordo com as necessidades dos aposentados e ainda o maior controle dos serviços de saúde externos, tais como CIGNA, pelas agências do Sistema.  Além disto, haverá eleições de dirigentes e designação de autoridades da FAFICS.  Como já informado, Giovanni Quaglia deverá participar da reunião. 
 
CERTIFICADO DE TITULARIDADE (CE)  ESTÁ PRÓXIMO
 
Os aposentados ou beneficiários do Fundo de Pensão que recebem o pagamento de um benefício mensal regular devem apresentar um certificado de sobrevivência com código de barras ao Fundo corretamente assinado e datado. O Fundo agora envia este certificado pelo correio entre abril e maio de cada ano e deve receber esse certificado pelo meio do ano a fim de assegurar a continuidade do pagamento de seu benefício.  Isto foi realizado a partir de 2017 (espera-se, portanto, que, em abril, maio de 2018 os aposentados começarão a receber seus certificados de sobrevivência/propriedade). Informações detalhadas e conselhos sobre o exercício e os requisitos do certificado anual de títularidade (CE) estão na  página da web específica em unjspf.org:  https://www.unjspf.org/certificate-of-entitlement/. Em qualquer d
úvida,  não deixe de consultar-se com a AAFIB.

 

SE VOCÊ AINDA ESTÁ NA ATIVA, PENSE NO AMANHÃ.
 

]e você está recebendo esta carta é porque está vivendo no Brasil e anteriormente trabalhou para uma organização que faz parte do Sistema de Organizações das Nações Unidas e é um beneficiário do Fundo unificado de Pensões.  Como não temos acesso aos nomes e endereços de todos os aposentados e pensionistas residentes no Brasil, estamos tentando chegar a você através do Serviço de Recursos Humanos de sua Organização e do PNUD. 

 

Se você ainda não é um membro da Associação dos Antigos Funcionários Internacionais do Brasil (AAFIB), por que não se juntar a nós em 2018?  Por apenas uma pequena contribuição anual você pode ajudar a continuação do trabalho da AAFIB para a comunidade de aposentados e pensionistas que residem no país. 

 

Se você é um funcionário em atividade pode estar interessado em saber o que o espera no futuro. Coisas que você pode não saber sobre a AAFIB: nós somos a única entidade no Brasil reconhecida pelas Organizações do Sistema ONU para abordar e tratar das questões que afetam os ex-funcionários; Fazemos parte da FAFICS, nossa Federação, a maior associação de aposentados no Sistema das Nações Unidas, com voz ativa, quando se discutem questões de nosso interesse. E participamos de um grupo regional de discussão e encaminhamento à FAFICS de temas específicos de nossa região, com as particularidades de viver longe das sedes centrais do Sistema.         

 

A AAFIB possui um website (AAFIB.NET) e publica quatro Boletins anualmente, além de eventuais edições quando necessário.  Os conteúdos são selecionados pela Diretoria e contribuições adicionais são sempre bem-vindas.

Podemos fazer mais em proporcionar um fórum para discussões sobre temas relevantes de interesse.  Ou talvez você queira organizar ou participar em uma atividade social.  Nossos membros também podem encontrar antigos colegas através de nosso Cadastro de Associados.

 

Se juntar-se à AAFIB custa quase nada e pode abrir oportunidades para usar suas habilidades especiais, pode levar a novas amizades, e isso nos ajudará a representar seus interesses e necessidades com uma voz forte junto às instâncias superiores do Sistema e eventualmente às instituições nacionais.  Você não precisa ter trabalhado em uma das organizações da ONU no Brasil, você precisa apenas residir no país.  E basta preencher o formulário de adesão disponível em nosso website ou comunicar-se com algum membro da Diretoria, como consta em nosso Boletim. Estamos ansiosos para recebê-lo!

 

CARTA ABERTA DE MARY JOHNSON  (AAFICS AUSTRÁLIA)


Publicamos esta carta de prestação de contas de nossa colega exdirigente da AFICS australiana porque ela participou e até presidiu  várias reuniões do Conselho da FAFICS e faz um panorama compreensivo do que tem acontecido nos últimos anos com nosso Fundo e nossa FAFICS. De todo modo expressa sua opinião pessoal.


Agradeço a todos pelos bons desejos que me mandaram pela minha demissão como presidente da AAFICS.  Gostei de conhecer muitos de vocês e, claro, aprender mais do que havia imaginado sobre o intrincado funcionamento do Fundo de Pensão \UN. Eu prometi que iria deixar notas com algumas reflexões sobre o Fundo de Pensões das Nações Unidas e a Federação, que é a FAFICS, a Federação de todas as associações de aposentados, como o nosso.


O Fundo de Pensões da UN. 


Com sede em Nova York, o Fundo é um órgão de interagências. Apesar de sua natureza e orçamento entre agências, em alguns aspectos importantes está mais ligado à Organização das Nações Unidas que às agências especializadas. Por exemplo, o serviço de recursos humanos da ONU conduziu seus procedimentos de recrutamento e promoção e os 64 bilhões de dólares de investimento do Fundo está sob a responsabilidade do Secretário Geral, não do CEO do Fundo. O Conselho do Fundo é composto por representantes da Assembleia Geral (governos), diretores executivos de organizações especializadas (agências), representantes do secretário-geral que às vezes dominaram a discussão e os representantes dos participantes (ou seja, o pessoal de serviço). Aposentados são representados por FAFICS e podem falar no Conselho, mas não têm o direito a voto, porque não foram incluídos na constituição original, quando se criou o Fundo de Pensão. Há um par de anos, o diretor executivo do Fundo de Pensão tentou atribuir-se o direito de recrutar e promover funcionários diretamente, sem a mão lenta e pesada do Sistema da ONU. Ele pode ter tido a ambição louvável de assegurar independência entre agências do Fundo de Pensões e nos procedimentos de pessoal para ser mais seletivo e ágil. Ou, segundo alguns, ele estava tomando passos perigosos no sentido de privatização do Fundo.


Várias das associações de funcionários foram contra isso, e no final as negociações que estavam tendo falharam.  Um memorando de entendimento sobre estas questões  foi retirado pelo representante do secretário-geral. Quando o CEO perdeu a luta para executar sua própria política de recrutamento e promoção, no meu ponto de vista também enfraqueceu a sua autoridade moral. Ele não teve tempo de recuperar isto, porque ele tinha investido pesadamente em um sistema de administração de pensão novo e muito caro, conhecido como IPAS e teve que supervisionar sua introdução.
O IPAS produziu uma enorme e necessária mudança na administração das Pensões e como todos os sistemas ele demandou necessários e extensos treinamentos de pessoal, que envolveu muitos fracassos. Enquanto isso, aposentados existentes continuaram a receber seus pagamentos no tempo e havia substanciais atrasos no processamento de benefícios para viúvos e viúvas, e os recentemente reformados esperaram até um ano antes de receber seu primeiro pagamento. Depois de dois anos, IPAS parece correr mais suavemente, mas durante este período, o CEO tenha sido objeto de muitas críticas, algumas pessoais, outras de caráter gerencial. Nenhuma das acusações de irregularidades financeiras foi confirmada.
Em julho de 2017, a Junta do Fundo conheceu e renovou o contrato do CEO para 3 anos em lugar de 5 anos.  Desde então, o CEO esteve ausente por doença. Seu adjunto está se aposentando em agosto deste ano. Ainda não está claro quem será responsável a partir desse momento, dessa posição, mas as ações estão sendo tomadas para escolher quem vai ocupar o cargo de Vice-Presidente Executivo. Além disso, o quinto Comitê da Assembleia Geral das Nações Unidas, que é responsável por todos os assuntos de orçamentais na ONU, na sua sessão de dezembro de 2017, solicitou que o escritório de fiscalização interna, que exerce os serviços de auditoria abrangente do Conselho (Board) do Fundo de Pensão do conjunto pessoal de estruturas da ONU, incluiu uma revisão dos controles e equilíbrios entre o Conselho e a direção do Fundo de Pensão.
Esta auditoria deve acontecer em 2018 e não será uma questão de confortável. Durante o último período, os investimentos do Fundo, que é um dos 100 maiores do mundo, não conseguiram uma adequada taxa de retorno. O Fundo e sua Divisão de Investimentos são como um grande navio, que leva tempo para mudar de curso. Finalmente, o novo Secretário Geral, Guterres, mudou o responsável maior para investimentos na Divisão de Administração, onde um ex-funcionário do Banco Mundial já está instalado desde janeiro.  Nós confiamos que fará investimentos para melhorar.


Nossa associação, AAFICS (refere-se à AFICS-Austrália), foi fundada no início da década de 1980 e se juntou à Federação nos 90s. Nós somos uma pequena associação; os grandes são Nova Iorque, Genebra, Roma, Viena, Paris e o Reino Unido. Eu aprendi muito do que sei sobre o Fundo de Pensão, por meu comparecimento às reuniões de Conselhos de FAFICS e especialmente durante os quatro anos que eu era representante de FAFICS no Conselho de Direção do Fundo. AAFICS paga taxas para FAFICS na ordem de US $1,50 por pessoa por ano e no passado recebeu excelentes conselhos e um bom fluxo de informações. No entanto, a liderança de FAFICS nos últimos anos não atingiu o nível elevado da referência do passado. A atual administração decidiu não criticar as ações do diretorexecutivo do Fundo de Pensão. Isto levou à confusão, por exemplo, aqui na Austrália tivemos casos infelizes de viúvas esperando mais de um ano para receber seus legítimos pagamentos.
Existem pessoas que tiveram dificuldades porque suas somas globais (lump sum) foram pagas após seis meses a contar da data de sua aposentadoria; muito recentemente foram detidos pelo menos três pagamentos de membros da AAFICS de repente, sem aviso prévio, devido à introdução de um novo software para a transferência de pagamentos internacionais. Também vimos que se presta uma atenção insuficiente às solicitações dos mais idosos entre nós, e que o sistema de autosserviço de membresía através do sitio web do Fundo (https: // www. unjspf.org/member-self-service/) não é fácil de navegar.  Dito isto, sempre achei simpáticos e prestativos os funcionários do Fundo uma vez eles podem prestar atenção às nossas queixas.  A seção de operações e serviços ao cliente, com  a qual temos a maioria dos contatos, é cronicamente sobrecarregada por falta de pessoal.
FAFICS não tem solicitado informações a seus membros sobre estes problemas, ou não o faz de uma forma significativa.  Deu informações insuficientes para suas associações, assim deixando as Associações de Pessoal  (Asociaciones de personal de las Naciones Unidas) preencherem o vácuo com seus próprios pontos de vista. 


Há críticas fortes e públicas para FAFICS por parte das associações de funcionários em Nova Iorque. Além disso, parece estar-se desenvolvendo alternativas de associações de aposentados. O problema surge a partir da política de pessoal das Nações Unidas em Nova York, da qual nós não formamos parte.  Uma coisa que pode ser feita é mudar a direção da FAFICS para fora de Nova York. Não há nenhuma razão por que o próximo presidente de FAFICS não deva surgir e ser eleito em Viena, Roma ou Índia ou proveniente de uma das maiores associações latino-americanas. Os espíritos ferventes de Nova York devem se deixar esfriar, e fazer todo o possível para eliminar esse calor do Fundo de Pensão, enquanto sua liderança está sendo resolvida. À direção da FAFICS seus membros devem lembrar que sua tarefa é proteger, defender e promover os direitos de todos os idosos das Nações Unidas, não o CEO, não importa o quão amigável seja pessoalmente.


Mary     Mcg.johnson@gmail.com      Sydney, 20 February 2018
 
Ganhos na expectativa de vida estão caindo no mundo todo 
 
O ritmo de aumento na expectativa de vida humana que vem marcando os últimos séculos diminuiu dramaticamente em todo o mundo a partir de 1950.  Embora fosse já esperado um chamado "efeito teto", conforme o tempo de vida médio se aproxima do seu limite biológico, parece que a tendência para ganhos mais lentos - e até mesmo diminuição - na longevidade tem sido pior do que se esperava, sobretudo entre os países de renda mais baixa e que têm as menores expectativas de vida atualmente. Mas nada que possa preocupar os atuais habitantes do planeta.
 
CONFERÊNCIA VIRTUAL DAS AFICS DE AMÉRICA LATINA E CARIBE
 
Preparatória da 47ª Reunião do Conselho da FAFICS Em 15 de março de 2018,  às 9:00 da cidade do Panamá Moderador: Juan Antonio Casas Zamora, AFICS-Panamá Participantes: Representantes das AFICS de Argentina, Brasil, Colômbia, Cuba, Chile, Equador, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai. Relatora: Adriana Gómez/Diane Almeras, AFICS-Chile.
 
Sobre as eleições na FAFICS foi acordado o seguinte: -Reiterar o apoio de todas as associações ao cumprimento do Estatuto e das Regras de Procedimentos em vigência e dos prazos correspondentes para todo o processo eletivo. -Deixar em liberdade todas as AFICS para que apresentem candidata/os para todos os cargos se assim o desejarem (presidência, secretaria e sete vice-presidências). -Circular informação relevante sobre seus eventuais candidatos para que sejam conhecidos pelas 61 associações membros da FAFICS. No caso em que pareça necessário, depois de conhecer as candidaturas propostas, organizar uma reunião virtual ou intercâmbio por correio para gerar possíveis apoios dentro e fora da região, recordando que este conceito de região é válido somente para participantes na presente conferência e não é operativo dentro da FAFICS. Ao respeito, um dos temas mais discutidos considerou que a localização da presidência seja numa cidade sede do sistema ou na periferia.
 
Definição de papéis das vice-presidências da FAFICS Com base na proposta delineada pela AFICS-Argentina nas anotações para a agenda da reunião, concordou-se que ela iria preparar documento escrito mais detalhado para difundi-lo entre as 14 AFICS da América Latina para receber e consolidar as observações de todas as associações. Houve consenso que era importante incentivar um papel mais ativo dos\das vice-presidentes. Seguimento dos seguros de saúde para pensionistas e dos serviços nacionais de saúde AAFIB-Brasil se refere à situação detalhada na agenda relativa à proteção do direito dos pensionistas para receber serviços de qualidade, de acordo com suas necessidades.   A discussão centrou-se na existência de três categorias de serviços de saúde em países diferentes, dependendo da organização a que pertençam os diferentes funcionários: aqueles cobertos por CIGNA, aqueles cuja organização estabeleceu um acordo com os cobertos por médicos de planos de seguros (MIP) (PNUD, UNFPA, ONU-Mulher, UNEF, etc.) e o seguro nacional de saúde. Tem-se certeza que esta categoria é altamente vulnerável em caso de hospitalização prolongada ou doenças catastróficas, devido ao baixíssimo nível de cobertura total anual do PMI (seis vezes o salário de referência mensal, dependendo do nível de vida no país de residência). Considerando que esta situação é inaceitável e que esta questão é uma das quais deve ser concentrada em ato da FAFICS, concordou-se em apresentar uma proposta ao grupo de ASHI na saúde, que inclui FAFICS, para verificar a situação na sua próxima reunião e encontrar uma maneira de colocar pressão sobre as organizações que usam o MIP, assim que puder melhorar a sua cobertura. AFICS
Chile lembrou que, para sua integração na agenda do grupo de trabalho, que qualquer proposta deve ser submetida até três meses antes da reunião, o que deixaria um mês para sua preparação atual. A AAFIB\Brasil informou que já tem uma proposta escrita de modificação do MIP:  A sugestão feita para o Conselho é que o limite do "Novo MIP" seja aumentado em pelo menos 20 vezes o salário de referência por ano dos funcionários locais na ativa ou aposentados. Entende-se que, para viabilizar esta proposta, o valor retido de quem está na ativa deva ser maior que a dedução atual e que o mesmo deva ser aplicado às deduções feitas dos aposentados para o ASHI. As AFICS do México e Colômbia se ofereceram para apoiar o trabalho de consolidação da proposta.
 
Difusão de informação da FAFICS Aprovou-se a proposta da AFICS-Argentina apresentada em relação à ordem do dia para expandir a capacidade de informação de radiodifusão atualizada pela Federação e o Fundo de Pensão. Depois de lembrar a falta de recursos disponíveis para o serviço aos idosos, no Fundo, e se enfatizou que todo o trabalho de FAFICS é voluntário, as várias associações trocaram informações sobre suas próprias estratégias e ferramentas de radiodifusão. Em conclusão, foi acordado para pedir a reforma da plataforma virtual da FAFICS com vistas para dar melhor visibilidade para as decisões de seu Conselho e da Assembleia Geral das Nações Unidas, além das atividades de todas as AFICS.   AFICS-Panamá então enfatizou que era um problema muito grave a comunicação que não poderia ser resolvido com iniciativas específicas. Idealmente, a Federação deve investir recursos para pedir apoio profissional, que deve ser fornecido por associações com base nas contribuições de seus sócios. Em apoio a esta proposta, AFICS-Argentina sugeriu realizar um exame entre todos os parceiros para explorar essa possibilidade.
 
Cumprimento dos serviços do Fundo de Pensões

 

Problemas e atrasos decorrentes do desempenho dos serviços do Fundo de Aposentadoria, foram deixando em evidência que não se trata da boa vontade dos serviços ao cliente, mas limites de recursos disponíveis depois que o Fundo não recebeu a contribuição financeira pela Assembleia Geral, por causa da campanha negativa que tem sido desenvolvida no contexto. Depois de salientar que FAFICS não tem o direito de voto no Fundo de Pensão que torna difícil para que se possa "exigir" qualquer iniciativa ou melhoria foi acordado o seguinte:

 

--Reforçar a ligação entre as AFICS e os Serviços de Recursos Humanos da Organização em cada país - que tendem a enfrentar estas dificuldades

- para estimular melhor resposta para os problemas que os aposentados mostram em suas relações com o Fundo.  Fazer o que é preciso para a FAFICS apresentar sua preocupação nas reuniões do Conselho com o Fundo de Pensões.  

--Melhorar a comunicação entre o AFICS e o Fundo, de modo a garantir um bom feedback entre este e os aposentados em termos de problemas encontrados e as iniciativas implementadas pelo Fundo.  

--Treinamento dos funcionários das RH\UN dos países e Agências para cuidar de oficiais próximos para aposentar-se sobre as questões de aposentadoria. 
 

AFIC-Panamá apresentou proposta de um programa regional de formação que considera oficinas que poderiam incluir plataforma virtual para multiplicar o seu alcance e detalhou os acordos já alcançados nos seus contatos com o Fundo de Pensão e o chefe do departamento de RH estando pendentes conversações com o UNFCU.    Várias AFICS ofereceram-se para contribuir com os materiais já desenvolvidos em suas próprias oficinas de pré-reforma.  --Concordou-se sobre a necessidade de incluir também a aposentadoria psicoativa, juntamente com uma forte indução sobre o papel das AFICS em nível nacional e a FAFICS em todo o mundo. Com o apoio recebido, AFIC-Panamá comprometeu-se em uma proposta detalhada de circulação e continuar a negociar com a sede em Nova York.
 
Promover novas AFICS na Região

 

Foram primeiramente consideradas as possíveis estratégias para reforçar as AFICS já existentes, tendo em conta que apenas uma porcentagem dos aposentados se decidem a se juntar.  AFICS-Colômbia, por exemplo, comentou que apesar de todos os seus esforços não conseguiu superar 50% dos aposentados.   Insistiu em que todas as associações devem solicitar ao Fundo uma carta para atrair novos aposentados, preparada para cada AFICS, sugerindo a associação que corresponde ao seu país de residência. Observou-se que vários já estão fazendo, e que geralmente tem dado bons resultados. Foi considerada como segunda alternativa reforçar a possibilidade de integrar os pensionistas em AFICS existentes nos países e para formar sua própria associação, pensando especificamente em Venezuela, Guatemala, Honduras, El Salvador, e Nicarágua, e foi acordado que as AFICS do Panamá e Costa Rica fariam os contatos necessários com os países da América Central, enquanto AFICS\Colômbia estaria a cargo de Venezuela. Foi ressaltada a importância do avanço nisso para depois poder pensar nos países do Caribe, começando com um tema de linguagem com a República Dominicana. Recordou-se que são necessários 25 membros para constituir uma AFICS e que se seu número for insuficiente podem participar de outra AFICS que não tenha um requisito de residência em seus estatutos. Para facilitar este processo, AFICSArgentina propôs pedir à FAFICS para solicitar ao Fundo enviar uma carta aos funcionários de países que não têm uma associação para convidá-los a formar uma. As AFICS do Panamá e da Colômbia se ofereceram para coordenar esta iniciativa.
 
Outras matérias  Foram compartilhadas informações e experiências sobre a entrega para aposentados de passes para acesso às instalações das Nações Unidas.  Sabendo que se trata de um problema de recursos, enfatizou a importância da presença física de todas as AFICS na reunião do Conselho da FAFICS como única forma de fazer valer as preocupações e os acordos celebrados entre as AFICS da América Latina.  Está aberta a possibilidade de outra reunião -- virtual ou e-mail - para consolidar as posições antes da 47ª reunião do Conselho e, em seguida, saber de sua agenda.  AFICS-Chile comprometeu-se à circulação, logo que a ata da reunião com o objetivo de receber comentários. Foi acordado que seria um relatório executivo de acordos alcançados a fim de não reproduzir todas as discussões, mas oferecer uma ferramenta eficaz para as trocas com a FAFICS.    
O Pensamento Político de Naomi Klein


Autora de livros barulhentos, colunista canadense diz que a única alternativa para salvar o planeta é a adoção de uma espécie de anticapitalismo ecológico. A jornalista canadense Naomi Klein faz críticas ácidas ao capitalismo e, em especial, ao que julga ser o poder abusivo das marcas, a cultura do consumo e os impactos socioambientais. Em seu maior best-seller, Isso Muda Tudo: Capitalismo x Clima (2014), traduzido para 25 idiomas, mas ainda inédito no Brasil, ela diz que o neoliberalismo impede as reformas necessárias para conter o aquecimento global. Já em sua última obra, Não Basta Dizer Não, que chegou às livrarias americanas em junho e ao Brasil em novembro, pela Record, Naomi argumenta que Donald Trump se apoiou em sua marca pessoal, calcada no discurso do ódio, para se eleger presidente dos EUA. Como se vê, a jornalista, que escreve para veículos como os americanos The Intercept e The New York Times, não é de meias palavras. Mas, mesmo diante de cenários que considera desencorajadores, ela sustenta que há esperança — implantando-se o que poderia ser chamado de “ecossocialismo”, modelo econômico e político que seria capaz de corrigir desigualdades e proteger o planeta. Por telefone, Naomi concedeu a seguinte entrevista a VEJA.                                                                           

Uma política simplesmente oposicionista a figuras e agendas perigosas seria insuficiente para conter o surgimento da onda radical.  Isto porque é preciso apresentar também soluções para as muitas pessoas que estão sofrendo – e que mais que mera oposição, esperam propostas concretas para melhorar sua vida. 90 milhões de americanos nem foram às urnas. Poucos eleitores democratas se animaram a sair de casa para votar em Hillary O aparecimento de centenas de movimentos contrários aos extremistas, e muitas vezes conflitantes, sem levar uma bandeira única, com uma causa específica, em vez de trabalharem juntas, para fazer imperar um pensamento de aceitação, essas organizações acabam disputando entre si recursos e reconhecimento público para suas marcas. Assim saem todas desgastadas. Criou-se uma indústria em grande medida apoiada por certa mídia, baseada na noção de que é preciso dividir as pessoas, colocando-as umas contra as outras. Os cidadãos se mostram infelizes com o status quo, querem uma mudança ampla. Por outro lado há uma elite global temerosa que acha que é preciso direcionar o ódio aos mais vulneráveis antes que chegue até ela.  Essa elite alimenta o ódio da população de modo que as pessoas se voltem umas contra as outras, esquecendo de criticar os privilegiados, que continuam com seus benefícios exacerbados.   Ninguém tem apresentado políticas que enfrentem esses problemas. Isso porque estamos presos a uma lógica que impede investimentos  na esfera pública. O sistema teria de mudar tanto que deixaria de ser o capitalismo tal qual o conhecemos.  

 

(Extrato de matéria em Veja 2580)
 
 O Direito de Envelhecer com Dignidade e Respeito 


Se para muitas tribos e civilizações a idade era sinônimo de experiência, poder e sabedoria, na sociedade do capital e do consumo, o velho só será respeitado enquanto gerador de renda e integrante do processo de produção.                               No Brasil, o convívio com a velhice é recente. Em 2008, a população acima de 65 anos era de 6,53%. A projeção para 2050 é que o número chegue a 22,71%, segundo dados do IBGE. Os impactos no cotidiano são inevitáveis, com reflexos na estrutura física, mental, econômica e cultural.      

                                                                  
A Lei 10.741/2003, conhecida como o Estatuto do Idoso define que, para efeitos legais, todas as pessoas com mais de 60 anos são consideradas velhas, e embora o IPEA sugira a alteração para 65 anos, tal mudança ainda não aconteceu. Nenhuma outra classificação etária é tão abrangente e tão desigual. Tanto que, no último mês de julho, nova Lei 13.466 foi promulgada estabelecendo a prioridade da prioridade, para os maiores de 80 anos.     

                                                                                 
Respeitar a autonomia e os desejos dos mais velhos, afirmar seus direitos inclusive ao erro e ao esquecimento, proteger quando a vulnerabilidade estiver ameaçada são nossos desafios, se desejarmos mais justiça e inclusão.                                                   O Estatuto das Pessoas com Deficiência (lei 13146/15) alterou os antigos processos de interdição. Pela nova lei, felizmente, não se decreta mais a incapacidade e nem se interdita ninguém. A capacidade civil é um direito fundamental do ser humano e não pode ser cassado.  O que se faz, na proteção daqueles que perdem a possibilidade de decidir sobre a própria vida, especialmente nas questões nas quais há impacto patrimonial, é a nomeação de um curador, ou mesmo de vários curadores, para a administração dos bens e para a proteção material do curatelado, atentando para a individualidade e para a subjetividade daqueles que devem ser protegidos.                                                                 


Esse novo estatuto prevê a possibilidade da tomada de decisão apoiada, medida ainda pouco utilizada, mas que garante àquele que envelhece ou que é acometido de doença mental ou degenerativa, a escolha de duas pessoas de sua confiança para auxiliá-lo nas decisões futuras.  Sem falar no testamento vital, feito pelo próprio indivíduo, enquanto são, no qual é possível especificar qual tratamento ou quais cuidados deseja receber no caso de enfermidade sem cura, desde que respeitada a ética médica. Conhecer as alternativas legais disponíveis é essencial para que tenhamos nossa liberdade preservada e para que não fiquemos reféns dos desejos e vontades dos outros. O direito de envelhecer com a autonomia possível e cercada de uma rede de afeto e de cuidado deveria ser garantido a todos.


*. Por Andrea Pachá, juíza e escritora (Extratos de artigo, ver integral no Globo de 04\03\18)
 
 A Idade Bem-Vinda


A prefeitura do Rio tem um programa destinado a reduzir os problemas com o isolamento dos idosos em idade avançada. O “agente experiente” é um voluntário que visita semanalmente um casal de idosos simplesmente para fazer presença e estar para uma conversinha livre. O agente é ele mesmo um idoso que também se beneficia desse trabalho. Como confessa um agente entrevistado, “minha visão de vida mudou inteiramente desde que eu comecei a fazer essas visitas domiciliares, eu acabo ganhando mais do que consigo dar”.   O número de idosos no país vem crescendo sistematicamente, 50% só na última década, segundo o IBGE. Hoje são mais de 26 milhões com mais de 60 anos, cerca de 15% da população.   Do total de idosos, 35% vivem em isolamento social, sozinhos em suas casas. Sabe-se que a solidão corrói a saúde física e mental das pessoas, mas nos idosos isso pesa mais. Estar sozinho faz mal à saúde, de modo geral. Mas em muitos casos é a falta de recursos que obriga um parente a sacrificar o trato com seus entes queridos, e faltam políticas públicas para ajudá-lo a prestar esse cuidado.
Uma mostra de como cresce a população de mais de 60 anos, marco formal no Brasil para desfrutar de benefícios legais, foi a recente adoção de novo marco para os mais idosos, acima de 80 anos, a Lei 13.466\2017, que estabelece prioridade sobre a prioridade para esse grupo. 


Os mais idosos ganharam também mais espaços nos chamados processos de interdição, não se decreta mais a incapacidade de ninguém. A nova prática cria a possibilidade de decidir sobre a própria vida com a nomeação de curadores, em pessoas de sua confiança, para a administração de bens e apoio a decisões.  Isso se complementa com o “testamento vital”, onde o idoso ou deficiente pode especificar os cuidados que deseja ter quando perder de vez sua autonomia, dentro de certos limites.  
A mídia tem dedicado cada vez mais espaço na discussão e indicação de recursos técnicos e legais para ajudar as pessoas mais idosas no Brasil.  Em recente reunião no exterior o presidente da AAFIB expôs sobre os recursos institucionais que dispomos no país e causou impacto pelo ineditismo de nossa legislação, embora muitas práticas ainda caminham na direção de alcançar maior respeito.

 

A AAFIB tem um programa em andamento, conduzido pela colega Maria Helena Muller e dedicado a nossos próprios associados. Esse programa se beneficia igualmente dos programas das Nações Unidas que também enfrentam esse desafio irrecusável de pensar um futuro menos sombrio para a humanidade, certamente com a participação crescentemente de pessoas idosas.

 
PARA COMUNICAR-SE COM O FUNDO DE PENSÕES/ UNJSPF, N.YORK
 
Por telefone: Call Center:1 (212) 963-6931   Por fax: 1 (212)963 3146 Pessoalmente: Piso 37,  1 Dag Hammarskjöld Plaza, (DHP) Calle 48 y Segunda Avenida, N. York. Por correio: United Nations Joint Staff Pension Fund  c/o United Nations P.O. Box 5036     New York, NY 10163-5036        USA
 
Christine Höfer | Chief, Client Services and Records Management & Distribution Section (CSRMDS) | United Nations Joint Staff Pension Fund (UNJSPF) | DHP-3709 | 885 Second Avenue, New York, N.Y. 10017, U.S.A. |  Email: hofer@un.org OU unjspfny@unjspf.org | Official website: http://www.unjspf.org Visitem o Fund's new website http://www.unjspf.org<www.unjspf.org%3chttp:/www.unjspf.org%3e>  Para informação e registro use o Fund's Member Self Service (MSS) para acesso à sua conta pessoal (https://www.unjspf.org/member-self-service/).  Se deseja escrever para o Fundo deve submeter suas questões ao ONLINE CONTACT FORM, no novo website do Fundo. Elas serão endereçadas ao oficial a cargo do tema. Você pode acessar o Contact Form aqui: https://www.unjspf.org/contact-us/.  Se você prefere falar ao Fundo, contate o Fund’s Client Services Call Center em New York at +1-212-963-6931.  Lembre-se de incluir sempre seu UID, seu Pension Fund número de referência em toda comunicação. 
 
 
TURISMO PELA TV
 
Nada substitui o turismo ao vivo, com toda a aventura que representa, todos os riscos calculados e as compensações emocionais e vivenciais. Mas o turismo de livraria tem seus prazeres e descobertas. Experimente pegar um livro de viagem, ao acaso na estante apropriada, com belas ilustrações e desfrute de uma viagem inesquecível, a nenhum custo. Por sua parte, o turismo de tevê também traz fortes emoções e vários canais se dedicam a isso.  Mas os programas de TV com turismo no exterior necessitam de equilíbrio. Quem os apresenta precisa ter carisma, inteligência e humor, senão eles sequer decolam, mas carisma, inteligência e humor não podem ficar na frente de paisagens e culturas. Além disso, não devem descambar para o deslumbramento ou se aferrar ao marco paroquial. Ou seja, não dá nem para achar tudo divino, nem  para sentir saudade do feijão preto. Na impossibilidade sentimental e financeira de viajar o tempo todo, encontrar na TV um guia confiável parece essencial.  Programas de TV não esgotam destinos em 50 minutos porque nenhuma viagem real inteira jamais esgota. Entretanto, os bons programas nos põem para pensar e desejar mais informações, mais reflexões. Como se costuma dizer “Deixe sempre alguma coisa para a próxima vez, alguma coisa que o faça querer voltar.”                                    

 

Leia mais: oglobo.globo.com/cultura/turismo-por-procuração 30\03\18
 
REUNIÃO DA AAFIB \ BRASÍLIA  

                       
Reunião em 28 fevereiro \  Local: Sala Luis Carlos Costa, Casa das Nações Unidas, Coordenação: Giovanni Quaglia,  A reunião foi presidida por Ralph Hakkert, Diretor do Núcleo de Brasília.                      Carmen Mendes Müller secretariou a sessão.
 
1. Apresentação de novos Associados ao Núcleo AAFIB de Brasília
 
 -- Graça Campos aposentada da UNICEF        

-- Carmen Mendes Müller aposentada da FAO
 
2-Fonte de Informações  www.ana.gov.br  palestra do engenheiro Luciano Menezes \ Agência Nacional da Água (ANA) - água no Brasil e no mundo 
 
ATLAS ESGOTOS – DESPOLUIÇÃO BACIAS HIDROGRÁFICAS ANA – 2017 – ANA 8º FORUM MUNDIAL DA ÁGUA – BRASILIA – BRASIL
 

Após a apresentação do tema atual e importante, Cristina Montenegro destacou que a palestra de Luciano Meneses está ligada ao ODS (antigo ODM da ONU), e indagou sobre qual seria o problema chave do Brasil, ou o principal desafio.Após um breve debate chegou-se à conclusão que o principal desafio é a capacidade de formular projetos bem elaborados. Antônio Giles mencionou que irá enviar por e-mail filme de Tony Martin (seu filho) sobre o tema Água.
 
3-. Seguro de saúde complementar (continuação).
 
Cada Associado interessado no Plano de Seguro Complementar, oferecido pela Corretora Pacific Prime, vai ter que entrar em contato com a Senhora Anelise para negociar o Seguro que está mais apropriado para seu caso.  Cada caso é um caso dependendo do número de participantes, idade, situação de saúde atual e problemas no passado, etc. Todos têm o telefone da Anelise para entrar em contato e ela liga de volta . Importante mencionar que fazem parte do "grupo de afinidade  AAFIB".
 
4- Outros Assuntos
 
Para facilitar o pagamento da anuidade, o presidente Giovanni Quaglia recolheu os efetivos diretamente em espécie.    Foi informado que o valor do MIP este ano é de aproximadamente US$30.000.
 
5- Participantes
 
Ralph Hakkert, Giovanni Quaglia ,Cintia Freitas , Maria Dulce Almeida, Miguel Genovese, Maria Helena Diogo, Julio Manuel Suarez , Márcia Maria Prates, Antonio Giles, Celso Schenkel, Graça Campos, Celio da Cunha, Eliana M. Martins Ferreira, René Vossenaar, Cristina Montenegro, Tereza Chaves, Lilia Maria Chuff Souto, Milton Thiago de Mello, Carmen Lucia Mendes Müller, Ivo Steffen, Carlos Castro, Júnia de Souza Puglia. 


SEGUROS DE SAÚDE PARA APOSENTADOS DO SISTEMA ONU E OS SERVIÇOS NACIONAIS DE SAÚDE                                   

Proposta da AAFIB sobre o tema dos seguros de saúde

 
1. O ASHI (After Service Health Insurance) é um benefício oferecido pelas Organizações do Sistema ONU aos aposentados que trabalharam pelo menos 10 anos no sistema e que optaram por receber o benefício. Empresas como CIGNA, ALLIANZ, SHIF, MHS Int., são corretoras de saúde (administradoras de reclamos médicos), contratadas pelas Organizações do Sistema ONU que decidem os limites da cobertura médica, hospitalar, e oferecem outros serviços de acordo com instruções recebidas da ONU.
 

. A aplicação do ASHI tem diferenças marcantes entre organizações e entre os funcionários do Sistema ONU. Estas diferenças podem ser divididas em três grandes categorias: a) Funcionários que tiveram uma carreira internacional contam com um seguro de saúde melhor, com limites de reembolso anual de US$ 150.000 ou                        

 

US$250.000 (ou até mais em certos casos); b) Funcionários recrutados localmente por agências da ONU (por exemplo, OPAS/OMS, UNESCO, UIT, OIT, FAO ou UNESCO) recebem a mesma cobertura dos planos de saúde dos funcionários internacionais (acima) durante o período da ativa e na aposentadoria; c) Funcionários recrutados localmente em Organizações como PNUD, FNUAP, ONU Mulheres/UNIFEM, UNOPS e UNICEF são incluídos no "Medical Insurance Plan" (MIP) que tem um nível de cobertura total anual igual a seis vezes o salário de referência mensal. Este, dependendo do país, varia entre US$15.000 e US$30.000. É evidente que os funcionários classificados nesta última categoria são altamente vulneráveis em caso de hospitalização prolongada ou de doença catastrófica. Em alguns países, os sistemas de saúde nacionais conseguem reduzir ou mesmo mitigar esta situação de vulnerabilidade, mas este NÃO é o caso do Brasil.
 
3. Serviços Nacionais de saúde
 
Como na maioria dos países do mundo, os serviços nacionais de saúde no Brasil estão sobrecarregados e, com raras exceções, não dão conta da demanda. O custo dos Planos de Saúde privados no Brasil, sejam do tipo individual ou familiar, é muito elevado, especialmente para as faixas etárias acima de 59 anos. Atualmente, 50% das famílias têm um plano de saúde privado ou subsidiado, como no caso de funcionários públicos em nível nacional ou local. A outra metade da população, com poucos recursos, utiliza o Sistema Único de Saúde (SUS), onde as filas de espera são desgastantes e a capacidade de atendimento é geralmente inadequada. Em suma, os funcionários que foram recrutados localmente, dependem do MIP e têm uma aposentadoria menor que US$ 3000 mensais. O nível baixo de cobertura pelo Sistema ONU e a precariedade do Sistema Nacional constituem uma situação desastrosa para o aposentado e sua família, em casos de hospitalização prolongada ou de doença grave.
 
 4. Proposta da AAFIB
 
Considerando que a situação dos funcionários que dependem do MIP é inaceitável, a FAFICS está dando prioridade a esta questão. A AAFIB-Brasil, em consulta com as AFICS da Região de América Latina e Caribe que apoiam a iniciativa preparou uma proposta alternativa. Esta proposta está sendo apresentada três meses antes da reunião do Conselho da FAFICS (20-25 de julho 2018, em Roma) para que o grupo de trabalho ASHI da FAFICS tenha possibilidade de examiná-la cuidadosamente e, a partir desta análise, encontrar a forma de melhorar a cobertura do plano de saúde MIP. A principal sugestão feita aqui para o Conselho é que o limite do " Novo MIP " seja aumentado em pelo menos 20 vezes o salário de referência por ano dos funcionários locais na ativa ou aposentados. Entende-se que, para viabilizar esta proposta, o valor retido de quem está na ativa deva ser maior que a dedução atual e que o mesmo deva ser aplicado às deduções feitas dos aposentados para o ASHI.
 
ANIVERSARIANTES DO TRIMESTRE  (Nossos cumprimentos)

 

ABRIL

06\04   José Roberto Ferreira, RJ;  

12\04  Jaci Joaquim, RJ;

13\04   Edson Fogaça,  DF;            

7\04   Sergio Coube Bogado,  RJ

20/04   Jacques Manceau,   RJ;        

21\04   José Freire,  RJ;             

21\04   Volgmara Martins,  RJ;

MAIO

01\05     Bernardino Pontes,    RJ;         

06\05     Norma Siciliano,   RJ;

08\05    José Carlos Ferreira,    BSB;     

08\05    Renato Gusmão,   RJ;

09\05    Paulimar de Souza,   RJ;           

10\05     Telva Barros,   SP;

14\05    Josette Lenz Cesar,  RJ;            

15\05     Branca  Moreira Alves, MG;

17\05    Celso Schenkel,    DF;               

19\05     Ruy Ferreira Jr,    RJ;

19\05    Julia Eick Martins Vieira; RS;   

21\05     Maria Aparecida,   RJ;

22\05    José Leite,   BSB;                       

25\05     Maria Helena Cozzolino, RJ;
 
JUNHO

05\06   Bernadeth Martins.  BSB;           

07\06    Francisco Brandão,   PE;

10\06   Suely Machado,  SP;                   

12\06    Antonio Francisco, RJ;

14/06  Antonio  Diegues,   SP;                

17\06   Valeria Schilling,  RJ;                    

21\06   Alamir do Nascimento, RJ;          

25\06   Lucie Claude;      RJ;

29\06  Pedro Jeovah Pereira,   RJ;            

30\06  Albino José Belotto   RJ
 
Expediente 

Giovanni Quaglia / Presidente \ presidente.aafib@gmail.com; coeditor do Boletim 

João Carlos Alexim / Vice-presidente \ jc.alexim@gmail.com; editor do Boletim 

Antonio Celso Zangelmi / Vice-presidente \celsozangelmi2@gmail.com; 

Maria America Diniz Reis / Tesoureira e diretora Núcleo RJ \ dinizreismaria@gmail.com

Arabela Pereira Estrela Rota \ Secretária / arabelarota@uol.com.br

Diretor Núcleo Brasília: Ralph Hakkert \ ralph_hakkert@hotmail.com 

Diretor Núcleo São Paulo: Udo Bock \  udobock@uol.com.br

Gerente do Site (aafib.net): Sumaya Garcia 

Sede da AAFIB: Av. Marechal Floriano 196 Palácio Itamaraty:  UNIC-Rio\ Centro\ Rio de Janeiro\ RJ \ CEP 20080-