BOLETIM AAFIB 108 - FEVEREIRO 2016

Associação dos Antigos Funcionários Internacionais do Brasil                                                                      

( aafib.org.br )    Fundada em 1987       Afiliada à  FAFICS

 

Já estamos no segundo mês do ano e de permanente até agora só conhecemos aumentos de preços e nova onda de calor. Festas de Ano Novo e Carnaval já se despediram, a esperar a Páscoa, já sem muito brilho, as Olimpíadas, com ameaças de todo tipo, e as eleições regionais. Não é pouco. Na gaveta ainda jaz o combate à corrupção e todas as decorrências do caso. Está difícil entrar de vez no cotidiano. Ou já é este o cotidiano?

 

Tem Carnaval

 

Se um alienista baixasse aqui nos três dias de festas certamente se perguntaria admirado: que país é esse em que as pessoas são tão alegres e felizes? Foi o carnaval mais interessante dos últimos tempos, quase tudo funcionou satisfatoriamente, o povo estava nas ruas, a alegria era contagiante, como se afinal fosse o carnaval tomado em suas origens, quando tudo estivesse mal, ainda restaria Paris e o Carnaval. Os três maiores centros carnavalescos do país, Rio, Salvador e Recife explodiram de felicidade, mas todo o país veio junto, em qualquer rincão se via festa. No Rio os blocos retomaram o asfalto e vinham fazendo barulho por todas as pistas, morro abaixo e bordões acima. Vai ser difícil estar voltando assim sem mais nem menos à real, como se nada tenha acontecido. E quando se iniciarem os protestos de março, vai ser difícil borrar a memória e acreditar que não é mais carnaval. Se somos tão bons de carnaval, por que não seguir com a festa? Quem sabe nada será como antes? O mosquito não vai resistir ao nosso grito, o japonês da federal e o Juiz vão poder tirar férias, os empresários vão recuperar a confiança e baixar os preços, os corruptos vão se arrepender de verdade, jurar bandeira e devolver cada tostão, o futebol vem voltando devagarinho mas disposto a recuperar seu lugar no pódio e além do mais, a Mangueira é finalmente campeã. Mas se nada disso der certo quem sabe teremos outro carnaval em outubro?

 

Caindo no Real

 

Olhando o que vem pela frente, dá para sentir que não teremos folga nos próximos tempos. A crise política seguirá se arrastando até não se sabe quando, os apertos do governo para equilibrar suas contas levarão a aumentos de impostos e extorsão nos limites da forca dos contribuintes. Os cortes de investimentos federais, num país acostumado à presença de governo em todas as áreas, trarão sérias dificuldades para o funcionamento regular da educação e da saúde pública. E o clima social tende a piorar, ao somar as mazelas de cada um. Fica raro manter o otimismo, mas podemos e devemos torcer para que algum milagre ocorra, afinal o futuro sempre nos reserva uma surpresa, diz a lenda e a música.

 

Nosso Fundo de Pensões: Não estranhem eventuais atrasos nas comunicações e informações, os serviços do Fundo estão com tremenda dificuldade para dar conta do volume das demandas. Nesse momento só garantem o pagamento em dia das pensões.

 

Na Órbita do Dólar

 

A edição deste Boletim segurou o que pôde para dar alguma notícia sobre o nosso próximo abril, está para sair um resultado a qualquer hora. E mesmo entendendo que muito provavelmente não teremos qualquer aumento em nossas pensões neste ano.

Nosso correspondente em Nova York, Iutaka, nos informa que os últimos índices estão sendo negativos e não alcançaríamos os 2% da regra. Estaríamos somando já dois anos sem aumento. Mas ele prefere aguardar a palavra oficial sobre o assunto. Nossa federação, a FAFICS, luta para derrubar esse preceito de acumulação, que não encontra uma justificativa convincente, apenas ganhos para o Fundo.

Na realidade, por menor que seja o índice de inflação, na soma dos meses ele pode fazer diferença e representa mais uma perda de recursos para os aposentados. A única ressalva é que esse fato, de somar dois anos, pode ajudar nos argumentos contra a obrigação do gatilho no futuro. De todo modo, isso nos recorda como é incerto o nosso orçamento vivendo num país diferente de nossa moeda de benefício, para cima ou para baixo.

E ainda mais, ter nosso destino financeiro amarrado num país que por história quase não se move em questões inflacionárias. Nossos vizinhos e amigos menos informados costumam nos olhar com certa dose de curiosidade e até de inveja (sem maldade), afinal vivemos na órbita do dólar, o que no passado representava um grande privilégio.

Temos de afirmar que a estabilidade é por vezes tão mais importante que o aumento do dólar, já que é hábito no país essa elevação produzir um enorme e injustificado efeito de arrastão em todos os preços. E não custa lembrar que durante mais de doze anos enfrentamos uma política cambial totalmente desfavorável que certamente comeu eventuais reservas de muitos de nós, para manter o padrão mínimo de vida.

Curiosamente, enquanto a maioria dos países que precisam melhorar o desempenho de suas indústrias adota uma política de redução do valor da moeda nacional – inclusive EUA e China -- no Brasil todos torcem pela valorização do Real, para facilitar importações e viagens de turismo ao exterior. Um conhecido pensador e militante já se perguntava no passado: quê fazer? O

 

Cérebro Melhora com a Idade!!!!

 

Recentes investigações científicas demonstram que a atividade mental modifica o cérebro e o conduz ao que conhecemos como “sabedoria”. Demonstra-se que o cérebro pode se regenerar mediante seu peso e potenciação. A chave para alcançar o sucesso chama-se neuro-plasticidade, que é moldar a mente, o cérebro, através da atividade programada. O cérebro muda de forma segundo a área que mais utiliza, segundo a atividade mental. Descobriu-se, por exemplo, que os taxistas tinham parte do cérebro –o hipocampo, região importante ligada à memória espacial – mais desenvolvida que o resto das pessoas, porque exercitavam a memória cada dia nas ruas e caminhos da cidade. Cientistas alemães descobriram nos músicos a área do córtex cerebral mais desenvolvida, era importante para processar a música. Igualmente em relação à circunvolução angular esquerda na estrutura cerebral para a linguagem no cérebro das pessoas bilíngues. Em resumo, nos seres humanos: -- podemos criar novos neurônios ao longo da vida; -- o esforço mental ajuda muito; -- os novos neurônios se multiplicam com especial intensidade em diversas zonas cerebrais segundo a natureza da atividade mental. O exercício físico protege a saúde cardiovascular; O exercício cognitivo protege a saúde cerebral contra demência e senilidade. A estimulação cognitiva obriga a utilizar o hemisfério direito e ajuda a evitar a deterioração do cérebro. Enfim, as pessoas podem se tornar sábias com a velhice. Fonte: Elkhonon Goldberg neurologista da universidade de N. York

 

Brasil tem mais de 200 mil processos judiciais contra custos abusivos da saúde cada ano

 

O aumento do custo da saúde e as necessidades advindas de uma maior expectativa de vida – de 52 a 74 anos em meio século – levaram milhões de latino-americanos a protestar pelo direito à saúde. Em 2010 registraram-se no Brasil cerca de 240 mil processos judiciais contra os altos preços dos serviços médicos e 900 mil processos entre 1999 e 2010 na Colômbia. Segundo especialistas, tal fenômeno se deve ao descompasso entre as políticas públicas e as demandas sociais e necessidades de saúde dos latinos. Embora mais de 70 milhões de pessoas tenham saído da pobreza na última década, muitos países mantiveram políticas que não foram projetadas de maneira participativa nem preparadas para os obstáculos dos novos tempos. Fonte: UNIC-Rio

 

Os Riscos do Fumante Passivo

 

Segundo a OMS, parar de fumar pode ser a mais importante coisa que uma pessoa possa fazer por sua saúde e a de sua família. Não importa quem acende o cigarro, mas quem inala a fumaça. A fumaça expelida pela ponta do cigarro tem três vezes mais nicotina e monóxido de carbono e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça inalada pelo fumante. Pessoas que fumam involuntariamente – filhos, cônjuges – podem consumir o equivalente a quatro cigarros por dia.

 

Recursos Humanos das Organizações do Sistema ONU (contatos importantes)

 

Alzira Moraes de Souza UNDP \ Brasília alzira.silva@undp.org Human Resources and Learning Manager for Brazil Tel: 61- 3038 9082 www.pnud.org.br Ana Paula Oliveira RH-UNESCO Tel: 61-21063586 ap.oliveira@unesco.org Josiana Nunes RH - OIT Tel: 61- 21064644 nunes@ilo.org Luciano Menezes RH \PAHO-Panaftosa Tel: 21- 36619036 l.menezes@paho.org Patrícia Costa e Silva Lim HR Officer PAHO/WHO Tel: 61- 32519521 limpat@paho.org

 

FALECIMENTO

 

Comunicamos com pesar o falecimento de nossa colega Maria Orlis Gabarra, em Ribeirão Preto, SP. Ela trabalhou com a OPS/OMS

 

ANIVERSARIANTES DE FEVEREIRO (nossas felicitações)

 

05\02 Milton Thiago de Mello BSB\\RJ

12\02 Maria Helena Mueller RJ

13\02 Ilacir de Carvalho RJ

17\02 Evelyn Rocha RJ

18\02 Fernando Witte RJ

25\02 Marcia Prates BSB

25\02 Natan Holigman RJ

26\02 Junia Puglia BSB

 

EXPEDIENTE

 

Presidente: João Carlos Alexim (e editor do Boletim)

Vice-presidente e Diretor Núcleo Brasília: Giovanni Quaglia

Tesoureira: Maria America Diniz Reis

Secretária Executiva: Evelyn Rocha

Diretor Núcleo São Paulo: Udo Bock

Diretor Núcleo Baixada Fluminense\CPFA: Ilacir de Carvalho

Diretor para Área de Saúde: Cesar Vieira

 

Endereço: Centro de Informação da ONU \UNIC Palácio Itamaraty 

Av. Marechal Floriano, 196 – CEP: 20080-002 – Rio de Janeiro

Edição completa em nosso site (aafib.net)

Gerente do site: Sumaya Garcia