BOLETIM AAFIB 106 -- DEZEMBRO 2015                                                                                                                                                               

Associação dos Antigos Funcionários Internacionais do Brasil                                                                                         

(aafib.net)  Fundada em 1987   Afiliada à  FAFICS

 

Aproxima-se o Fim de Ano, com a crise política instalada e já nauseante, a crise econômica sem horizontes definidos, reiteradas ameaças inflacionárias, o cotidiano estressante e a chegada de um verão anunciado como mais quente ainda. Com esse panorama e o estado natural de incertezas de quem vive num país e depende de política de câmbio administrada e inflação em outro país, o mais recomendado é relaxar, porque podemos fazer muito pouco. Boas Festas e muito feliz Ano Novo para todos nós!

 

195 PAÍSES ESTÃO REUNIDOS EM PARIS PARA TENTAR SALVAR O CLIMA NA TERRA

 

A COP-21 será certamente a última grande oportunidade de os líderes mundiais se comprometerem com a contenção do aquecimento global. Do contrário, estarão condenando as gerações futuras a catástrofes.                                                               

Os 150 chefes de estado e de governo fazem desta a maior Conferência do Clima de todos os tempos. Deles dependerá o que pode ser um acordo global histórico, ou um imenso fracasso. Os países representados na cúpula terão o desafio de ir além das propostas voluntárias que já apresentaram para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que, juntas, essas propostas não são suficientes para evitar o aquecimento global em até 2 graus Celsius e já propôs uma revisão dos números antes de 2020.
O Brasil defenderá mais recursos do que os US$ 100 bilhões já prometidos e a obrigatoriedade das metas. A aposta do país é que as consultas informais, que já começaram, venham acelerar as negociações. Elas teriam sido as responsáveis para a conclusão de um acordo na Rio +20 antes mesmo do final.
Alguns comentaristas acreditam que existe agora um engajamento que não havia na Conferência de Copenhague e uma percepção da urgência. O encontro de 12 dias visa estabelecer um compromisso formal entre os participantes para conter o aumento da temperatura em 2º C neste século. Trata-se de um compromisso inadiável, considerando que 95% dos cientistas atribuem à atividade humana o aquecimento global. O evento ocorre a um mês do fim de um ano que deve registrar a temperatura média mais alta da História, devido ao El Niño, fenômeno no Pacífico que atua no clima da América do Sul. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (WMO), a temperatura média neste século poderá crescer 6ºC ou mais, se nada for feito para conter a emissão de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.  Brasil, China, EUA, UE, Índia e Rússia são responsáveis pela emissão de 80% dos gases do efeito estufa (GEE) em todo o mundo. A proposta brasileira para COP-21 é reduzir em 37% suas Até agora não parece haver sinais de que o acordo de Paris não sairá, mas esse acordo poderá não ser suficiente, apenas bom para evitar a imagem de um fracasso, mas talvez aquém do necessário para atender aos parâmetros das expectativas mais otimistas.  Esse tema foi discutido na reunião do Núcleo de Brasília (ver adiante nesta edição). 

 

AAFIB\BRASÍLIA REALIZOU REUNIÃO DE ENCERRAMENTO DO ANO (em 09/12)

 

Giovanni Quaglia deu as boas vindas ao novo associado, Ralph Hakkert, que fez um breve resumo de sua biografia: Holandês que mora há muito tempo no Brasil e trabalhou no UNFPA desde 1990, em Angola, Honduras, Chile, México, Brasil, Nova York, até se aposentar em 2014. Continua a trabalhar dando consultorias para o UNFPA.

Esteve presente Guilherme Takano, coordenador de TI do PNUD e presidente do Staff Association, falando sobre sua intenção de trabalhar com a AAFIB a partir do próximo ano, principalmente nos assuntos relacionados a seguro saúde e outros de interesse comum dos funcionários ativos e aposentados.

René Vossenaar fez uma apresentação sobre a COP 21 e Cristina Montenegro agregou comentários.

Entende-se que há um clima de otimismo com relação a esta reunião e sente-se que os países estão melhor preparados. A proposta de harmonização dos ciclos a partir de 2016 foi aprovada pela Assembleia Geral e até 2030 a agenda será a mesma para todos os países. Por outro lado, esta reunião está ocorrendo num contexto mais favorável, com os políticos precisando de agenda positiva, exemplos: Obama – mudança climática; China, mesmo não acreditando em mudança climática, vai ter de aderir porque as pessoas precisam respirar e o atual alerta vermelho está aí para confirmar; Canadá, antes resistente, aparece com novo Primeiro Ministro mais favorável.

Do lado dos problemas, está a Índia que precisa se desenvolver e para isso vai continuar usando o carvão e a Arábia Saudita que ficou contra a maioria dos países que aceitaram diminuir a meta de 2 para 1,5 °C. O uso de painéis solares pode ser incentivado e as questões de migrações e refugiados poderão ser exacerbadas pelas mudanças climáticas.

A COP 21 está discutindo também novos modelos de desenvolvimento. A adoção de responsabilidades comuns diferenciadas foi usada de forma inteligente pelos países de forma a alcançar suas metas. A revisão das metas a cada 5 ou 10 anos até 2030 também é muito positiva assim como a adoção de uma agenda única global.

 

Giovanni fez um balanço dos trabalhos de 2015 e os seguintes agradecimentos: Ao presidente João Alexim pelos seus Boletins informativos repletos de conteúdo e pela atualização do site da AAFIB. (convidou o Núcleo a contribuir com assuntos em 2016). A Júnia, por seu bom trabalho na diretoria durante 2015 (não pôde estar presente por motivo de saúde); A Maria Helena que fez importante trabalho no ciclo de palestras com a OMS/OPAS.  Ao C/R George Chediek que sempre colaborou e se manteve atento aos nossos empreendimentos. Ao Milton Thiago de Mello, com sua sabedoria inspiradora e sempre presente nas reuniões.

Giovanni agradeceu também a Dulce por sua ajuda e fez o registro dos principais acontecimentos do ano: Mudança de uma operadora dos planos de saúde. A colaboração positiva com o grupo de RH da ONU; O fortalecimento do Núcleo da AAFIB em São Paulo; A mudança da época de envio dos Certificados de Titularidade, de outubro para maio de cada ano; E o crescimento do grupo de Brasília – já somos 35 membros.

Sobre a renovação da diretoria do Núcleo em 2016, Cristina propôs e foi aprovado, que os cargos de vice-presidente da AAFIB e de diretor do Núcleo de Brasília sejam ocupados pela mesma pessoa para harmonizar as datas. Giovanni ficou encarregado do Núcleo nessa fase preliminar e Vera assumiu a secretaria.

Programa das reuniões para 2016: 9 de março; 8 de junho; 19 de outubro e 7 de dezembro.

Encerrando o encontro foram entregues kits comemorativos dos 70 anos da ONU.

 

Associados presentes na reunião da AAFIB\BRASÍLIA (ver fotos):

Alfredo Costa Filho; Cíntia Freitas; Cristina Montenegro; Eliana Martins Ferreira;

Francisco Claudio S de Menezes; Giovanni Quaglia; Ivo Steffen; Márcia Prates;

Maria Dulce S Almeida; Maria Helena Diogo; Maria Inês Bastos; Miguel Angel Genovese;

Milton Thiago de Mello; Ralph Hakkert; Rene Vossenaar; Vera Severo.

Pesquisa do IPEA não alivia sensação de insegurança no país

 

Violência e Segurança Pública em 2023, cenários exploratórios e planejamento prospectivo, a pesquisa do Instituto registra que deverão continuar altas as taxas de violência, mesmo com aumento da população carcerária. Informa ainda que o tráfico de drogas seguirá em expansão e a criminalidade no interior do país deverá continuar crescendo, juntamente com as organizações e facções criminosas. O cenário não é de esperança, e o próprio juiz Sergio Moro, o ícone da luta contra a corrupção se declara como “uma voz pregando no deserto”.  Em conclusão o estudo afirma que o país continuará sendo de jovens, com elevada desigualdade social e fácil acesso a armas de fogo. Se a gente soma tudo isso e olha o panorama no mundo, a sensação de insegurança, justificável, seguirá também se elevando.

 

A VELHA AMIZADE

 

Um jovem recém-casado estava sentado num sofá, num dia quente e úmido, bebericando chá gelado, durante uma visita ao pai. Conversavam sobre a vida, o casamento, as responsabilidades, as obrigações da pessoa adulta. O pai remexia pensativamente os cubos de gelo no copo e lançou olhar claro e sóbrio para seu filho:
- Nunca se esqueça de seus amigos! - aconselhou.  Eles serão mais importantes à medida que você envelhecer. Independentemente do quanto você ame sua família, os filhos que porventura venha a ter, você sempre precisará de amigos. Lembre-se de ocasionalmente ir a lugares com eles; faça coisas com eles; telefone para eles...
Estranho conselho, pensou o jovem, acabo de ingressar no mundo dos casados, sou adulto, com certeza minha esposa e a família que iniciaremos serão tudo de que necessito para dar sentido à minha vida.
Contudo, ele obedeceu ao pai. Manteve contato com os amigos e anualmente aumentava o número destes. À medida que os anos se passavam, ele foi compreendendo que seu pai sabia do que falava. Com o tempo e a natureza realizando suas mudanças e seus mistérios sobre um homem, amigos são baluartes de sua vida.
-- Passados 50 anos, eis o que aprendi: O tempo passa. A vida acontece. A distância separa. As crianças crescem. Os empregos vão e vêm. O amor fica mais frouxo. As pessoas não fazem o que deviam fazer. O coração se rompe. Os pais morrem. Os colegas esquecem os favores. As carreiras terminam. Os filhos seguem a sua vida como você tão bem ensinou.
MAS...os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo e quantos quilômetros estão entre vocês. Um amigo nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo em seu favor e esperando você de braços abertos, e abençoando sua vida!
E quando a velhice chega, não existe papo mais gostoso do que o dos velhos amigos... As histórias e recordações dos tempos vividos juntos, das viagens, das férias, das noitadas, das paqueras... Ah!!! tempo bom que não volta mais... Não volta, mas pode ser lembrado numa boa conversa debaixo da sombra de uma árvore, deitado na rede de uma varanda confortável ou à mesa de um restaurante, regada a um bom vinho, não com um desconhecido, mas com os velhos amigos. Quando iniciamos esta aventura chamada VIDA, não sabíamos das incríveis alegrias ou tristezas que estavam adiante, nem sabíamos o quanto precisaríamos uns dos outros.  Heitor Tavares Filho
 

Nosso Fundo de Pensões

 

Continua sem novidades, com a implantação do novo modelo operacional (IPAS) em marcha lenta e com algumas dificuldades. A mudança do CT (Certificado de Titularidade) para maio é certamente uma decorrência. De resto tudo bem.

Sergio Rolim Mendonça cuidou da poluição ambiental na OMS

 

O nosso colega Sérgio Rolim Mendonça, engenheiro civil e sanitarista, foi assessor em Sistemas de Águas Residuais para a América Latina e o Caribe da Organização Mundial de Saúde (OMS). Recentemente tomou posse na Academia Paraibana de Engenharia (na foto ao lado com a filha) e em seu discurso na ocasião ressaltou a necessidade da ética: “É muito importante não esquecermos que a engenharia brasileira, especialmente nas áreas da construção civil e aeronáutica é mundialmente reconhecida e valorizada. Com a adoção de medidas corretivas jamais nossa competência será eclipsada. Nosso país deve permanecer firme no combate à corrupção para que possa extirpá-la de suas raízes. Só assim poderemos dar continuidade à nossa maior obra – a construção de um Brasil ético, onde a transparência e a confiança sejam permanentes. Para que exista ética, haverá necessidade de compromisso, e, em consequência, resultados, direitos e deveres, ordem e progresso”.

Sergio é “Master of Science” em Controle da Poluição Ambiental pela Leeds University. E autor de mais de 60 projetos elaborados nas áreas de Abastecimento e Tratamento de Água Potável, Saneamento e Tratamento de Águas Residuais Domésticas e Industriais, Drenagem Urbana, Irrigação e Meio Ambiente.

Segundo Sergio, estima-se que o Brasil concentre entre 12 e 16% do volume total de recursos hídricos do planeta Terra e que um pouco mais de 50% dos recursos hídricos renováveis do mundo se encontrem na América Latina e no Caribe. Possui um dos maiores recursos hídricos renováveis do mundo (45.000 metros cúbicos anuais por habitante), embora 16,7% da área do país estejam situadas no Semiárido no Nordeste. Entretanto, esses recursos não são distribuídos de forma homogênea e encontram-se ameaçados por fatores socioeconômicos diversos.

Mais de 90% dos esgotos da América Latina e do Caribe são despejados sem nenhum tipo de tratamento nos rios, mares, lagos e terras agrícolas e cerca de pelo menos três milhões de hectares de terras agrícolas são irrigadas com águas residuais contaminadas com patógenos, gerando graves problemas de saúde pública e poluição ambiental. Como é fácil imaginar, o rápido crescimento populacional dos países em desenvolvimento tem aumentado esse problema consideravelmente. O Brasil gera diariamente mais de 200 mil toneladas de resíduos urbanos (lixo) e mais de 60% são despejados em lixões sem nenhum controle sanitário e muitos desses dejetos são lançados nos rios e mares. Menos de 40% dos resíduos sólidos são tratados em aterros sanitários.

Segundo o último levantamento do Sistema Nacional de Informações (SNIS) com dados de 2013, 83% da população brasileira é abastecida por meio de rede de água e 49% possui rede coletora de esgotos. Nas áreas urbanas, só 69% dos esgotos é coletado e desse total somente 39% recebe tratamento adequado. Em termos absolutos, existem ainda nas áreas urbanas do país, 35 milhões de brasileiros sem acesso a água segura e 103 milhões de pessoas sem redes coletoras de esgotos. Quanto aos 31 milhões de habitantes das áreas rurais, existe muito pouca informação a respeito.

O país precisará de 130 anos para chegar à universalização do saneamento, se continuar investindo no ritmo atual, de acordo com as últimas previsões.

Parte desta entrevista foi publicada no “Correio da Paraíba”, domingo, 05/07/ 2015.

O Sistema ONU está distribuindo o KIT comemorativo dos 70 anos da Organização. A AAFIB recebeu um bom número de Kits e vai ver se consegue reproduzir outros para distribuir entre seus associados. Mas os aposentados de algumas das organizações podem conseguir diretamente o brinde.

 

ANIVERSARIANTES DE DEZEMBRO    (Nossos cumprimentos)

 

01\12   Udo Bock \  SP;                   02\12  Georgina do Nascimento Pinto \   RJ;   

 02\12  Vera Severo \ BSB;              08\12  Carlos Plum  \ RJ;        

14\12   Adely da Rocha \ RJ            15\12  Valdecir Freire Lopes \  RJ;

19\12   Ivo Gomes  \  RJ;                 20\12   Antonio Martins \  RJ

25\12  Gilmario M Teixeira \ CE    26\12    Jorge Nassif  \  SP

29\12  Perla Vaccaro \  RJ;             30\12    Janes de Souza   \ RJ

 

Foto comemorativa do encerramento do ano (AAFIB\Brasília)

 

EXPEDIENTE                                                                                                                                        

 

Presidente: João Carlos Alexim       (e editor do Boletim)                                                                                    

Vice-presidente: Giovanni Quaglia    

Tesoureira: Maria America Diniz Reis  

Secretária Executiva: Evelyn Rocha                                                                                                                                                                         

Diretor Núcleo Brasília: Giovanni Quaglia    

Diretor Núcleo São Paulo: Udo Bock                                                                                                    

Diretor Núcleo Baixada Fluminense\CPFA: Ilacir de Carvalho

Diretor para Área de Saúde: Cesar Vieira

 

Endereço: Centro de Informação da ONU \UNIC  Palácio Itamaraty                                                                                   

Av. Marechal Floriano, 196 – CEP: 20080-002 – Rio de Janeiro  

Edição completa em nosso site (aafib.net)

Gerente do site: Sumaya Garcia